
Deputado Leleco Pimentel durante audiência pública na ALMG sobre o acervo do Palácio das Mangabeiras. (Foto: Instagram)
Belo Horizonte – A audiência pública organizada para esclarecer o destino do acervo do Palácio das Mangabeiras não conseguiu resolver a disputa entre governo e oposição. Luísa Barreto, presidente da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemge), apresentou o destino de obras de arte, móveis e livros retirados do local, mas deputados alegaram que algumas obras não foram mencionadas e exigiram um inventário completo para verificar o patrimônio.
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Na audiência desta quinta-feira (16/7) na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), a presidente da Codemge negou que o acervo do Palácio das Mangabeiras esteja "desaparecido" e explicou sobre os itens do acervo e sua destinação. Contudo, o deputado estadual Leleco Pimentel (PT) afirmou que faltam informações sobre algumas peças.
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Barreto declarou que o governo passou semanas catalogando e organizando informações sobre onde todos os objetos estão armazenados, distribuídos entre órgãos e entidades estaduais, com registros de localização detalhados.
O deputado petista, integrante da Comissão de Cultura da ALMG, criticou Barreto por não apresentar imagens ou mencionar o destino de algumas obras que estavam no palácio.
Questionado sobre os quadros do Palácio, o governo de Minas informou que “estão expostos ao público em sistema de revezamento, conforme curadoria: ora nas salas comuns do Palácio da Liberdade, ora na reserva técnica ou setor administrativo”.
A lista de obras inclui nomes mineiros renomados como Carlos Bracher, Ivan Marchette e Inimá de Paula. Luísa Barreto afirmou que 90 obras estão no Palácio da Liberdade e duas no Palácio Tiradentes.
Adicionalmente, o local possuía quadros de Emeric Marcier, Wilde Lacerda, J.B. Miranda, Paulo Roberto Frade Laender, Regina Vateri, Massimo Campigli, Delpino, Kenedy Antônio de Oliveira e Conceição Piló.
Após a audiência, Leleco destacou que, apesar das explicações, não há inventário prévio para comparação dos itens pertencentes ao acervo.
“Não há como fiscalizar sem um inventário real do que havia no palácio. Estamos falando de quê? Procurando o quê? Faltam informações completas sobre o acervo histórico, patrimônio material, bens do palácio. Sem um inventário completo, não podemos iniciar a averiguação”, afirmou.
LIVROS E MOBÍLIA
Sobre os mais de 1.200 livros, o governo afirmou que foram integrados ao acervo da Biblioteca Pública Estadual para tratamento adequado. Já os móveis do palácio foram divididos entre o Gabinete Militar do Governador (GMG), a Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult) e a Secretaria de Governo (Segov).
“O GMG recebeu 16 itens: 2 abajures, 2 poltronas estofadas, 1 mesa baixa bege, 1 divã branco e 2 mesas de canto altas marrons, todos no Palácio da Liberdade, em áreas administrativas ou expostas. Além disso, 8 almofadas, por serem bens de consumo, não receberam placas de patrimônio e foram leiloadas.
A Secult recebeu 31 itens: 2 abajures, 4 sofás, 2 poltronas estofadas, 2 mesas de centro quadradas, 1 mesa oval, 4 poltronas estofadas, 1 mesa branca, um conjunto de jantar com 6 cadeiras, 1 divã marrom, 2 mesas de canto com vidro, 2 poltronas Graz, 1 sofá curvo branco, 1 televisor Sharp e 1 aparador preto. Exceto as poltronas Graz e o sofá curvo branco, que estão no Palácio das Mangabeiras, todos os outros itens estão guardados no galpão da Codemge em Belo Horizonte.
A SEGOV recebeu 16 itens: 8 cadeiras giratórias, 3 cadeiras de acrílico transparente e 5 banquetas, todos leiloados em 2021 conforme a legislação”, informou em nota.
DEPUTADA ACIONA MPMG PARA INVESTIGAR POSSÍVEIS IRREGULARIDADES
A deputada estadual Lohanna França (PV) apresentou ao Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) uma denúncia para investigar possíveis irregularidades na preservação, gestão e destinação do patrimônio do local.
A parlamentar afirma que a denúncia visa investigar se os procedimentos administrativos e técnicos para retirar o material do Palácio das Mangabeiras seguiram normas de proteção ao patrimônio cultural.
Durante visita recente ao imóvel, anteriormente residência do governador de Minas Gerais, parlamentares notaram a ausência de parte do mobiliário e acervo, gerando pedidos de inventários para comparação com o estado atual.
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