
Rhavenna Almeida posa com fuzil banhado a ouro durante as investigações da Operação Fariseus. (Foto: Instagram)
As investigações conduzidas pela Polícia Civil de Mato Grosso indicam que Rhavenna Almeida, conhecida como missionária do Comando Vermelho (CV) e investigada na Operação Fariseus, deflagrada na quinta-feira (16/7), recebia benefícios do grupo criminoso em troca de lavagem de dinheiro para a facção.
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Durante uma coletiva de imprensa, o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), revelou que a facção chegou a pagar uma cirurgia plástica para Rhavenna.
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De acordo com a Polícia Civil, Rhavenna é namorada de Jonas Souza Gonçalves Júnior, um criminoso conhecido como "Batman". As investigações mostram que ela usava o projeto Equipe Evangelismo Resgatando Vidas, ligado à igreja de seus pais, para se comunicar com membros do CV, incluindo presos e foragidos.
Os investigadores também consideram importantes os registros de videochamadas entre Rhavenna e líderes criminosos foragidos. Ela frequentemente tirava fotos com armas e já foi vista com um fuzil banhado a ouro.
O papel da missionária
Além de manter contato com a facção, a investigada também ajudava na comunicação e logística do grupo. Os investigadores descobriram que ela fazia viagens frequentes ao Rio de Janeiro, onde visitava comunidades controladas pelo CV. Em uma dessas visitas, ela teria ido ao imóvel usado por "Batman", que está foragido desde 2024.
Fotos e vídeos apreendidos mostram Rhavenna segurando um fuzil banhado a ouro. Esse material foi encontrado em dispositivos eletrônicos durante a operação da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e da Draco.
A Operação Fariseus foi lançada na manhã de quinta-feira (16/7) para investigar uma família suspeita de usar um projeto religioso como fachada para apoiar o Comando Vermelho.
Segundo a Polícia Civil, os suspeitos usavam suas atividades missionárias para acessar prisões, comunicar-se com presos da facção, transmitir mensagens, aproximar familiares de criminosos, movimentar dinheiro e oferecer suporte logístico à organização.
Durante a operação, foram executados mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão. A Justiça também determinou a quebra dos sigilos telefônico, telemático e bancário dos investigados e proibiu temporariamente que eles entrem em presídios por meio de projetos religiosos.
Além do apoio ao CV, a investigação também apura um esquema de lavagem de dinheiro. Valores atribuídos à facção eram movimentados por meio de contas bancárias de familiares e terceiros para esconder a origem dos recursos. Parte do dinheiro teria sido usada para viagens, compra de veículos e procedimentos estéticos.
Os investigados poderão responder por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura, dependendo de seu envolvimento.







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