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Tipos de sangue AB-, B-, O- e O+ estão abaixo do patamar; B+ também apresenta queda e segue em alerta

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Doação de sangue em baixa: estoques de AB-, B-, O- e O+ estão críticos (Foto: Instagram)

Os estoques de sangue dos tipos AB-, B-, O- e O+ encontram-se abaixo do nível considerado seguro pelos hemocentros, enquanto o tipo B+ também registra queda significativa e continua em alerta. A situação mais crítica diz respeito às bolsas com fator Rh negativo, especialmente AB- e O-, que são menos frequentes na população. Já o O+ e o B+, apesar de terem volumetria relativamente maior, também demonstram retração nos últimos dias, gerando preocupação entre os responsáveis pelos bancos de sangue.

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Especialistas explicam que os padrões mínimos de reserva de sangue costumam variar conforme a instituição, mas, em geral, recomenda-se manter pelo menos três a cinco dias de estoque para atender a emergências. Quando um tipo sanguíneo permanece por mais de 48 horas abaixo desse patamar, caracteriza-se nível crítico de oferta. No caso de AB-, B-, O- e O+, a média de bolsas armazenadas caiu para valores inferiores ao ideal, enquanto o tipo B+ já figura entre as categorias que demandam atenção imediata para recomposição.

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O sistema ABO, descoberto no início do século XX, classifica os grupos sanguíneos em A, B, AB e O, conforme a presença ou ausência de antígenos nas hemácias. A combinação com o fator Rh, positivo ou negativo, resulta em oito possíveis tipagens, entre elas AB-, B-, O- e O+. Hemocentros de todo o país dependem de doadores regulares para manter estoques suficientes, e o fator Rh negativo costuma ser mais escasso justamente pela menor prevalência entre os voluntários. Por essa razão, bolsas de O- são consideradas “universal” e estratégicas em situações de urgência.

A compatibilidade transfusional é definida pela combinação de antígenos e anticorpos dos doadores e receptores. Pacientes de tipos mais raros, como AB- e O-, só podem receber sangue compatível, o que reforça a necessidade de reservas adequadas dessas tipagens. O tipo O+, embora mais comum, serve a grande parte da população com Rh positivo, de modo que sua diminuição impacta diretamente no atendimento rotineiro de cirurgias e procedimentos de rotina. O mesmo vale para o B+, cuja queda recente sinaliza risco de desabastecimento em hospitais menores e unidades de emergência.

Manter níveis de sangue dentro dos parâmetros exigidos envolve conscientização sobre doações regulares e agendamentos eficientes. Especialistas recomendam que cada voluntário faça a doação de sangue a cada três meses, no caso dos homens, e a cada quatro meses, no caso das mulheres, respeitando intervalos seguros para reposição de ferro e volume sanguíneo. A participação ativa de doadores de todos os tipos, especialmente AB-, B-, O-, O+ e B+, é fundamental para que hemocentros consigam atender a demanda de pacientes em tratamentos oncológicos, cirurgias eletivas, emergências médicas e demais situações que exigem transfusão.

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