
PCDF investiga golpista responsável por 37 fraudes no DF (Foto: Instagram)
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) apurou que uma golpista foi identificada em pelo menos 37 ocorrências registradas entre 2022 e 2025, todas relacionadas à mesma prática criminosa. De acordo com o relatório final da investigação, as fraudes envolveram vítimas de diferentes faixas etárias e perfis socioeconômicos, sejam pessoas físicas ou microempresas, que foram atraídas por falsas promessas de investimento com alto retorno financeiro.
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Os casos, segundo a PCDF, aconteceram em diversas regiões administrativas do Distrito Federal e tiveram como elo comum o uso de documentos falsos, ofertas de serviços inexistentes e contatos diretos por meio de redes sociais e aplicativos de mensagens. As vítimas relatam ter efetuado depósitos ou transferências bancárias acreditando estar adquirindo produtos, assinando contratos de prestação de serviço ou aplicando em supostos consórcios.
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A Polícia Civil do Distrito Federal manteve equipes especializadas no Departamento de Repressão aos Crimes Contra o Patrimônio (DEIC) dedicadas a mapear o modus operandi da suspeita. Foram analisados registros bancários, conversas eletrônicas e recibos digitais, o que permitiu rastrear a movimentação financeira. Em muitos casos, transferências eram feitas para contas em nome de laranjas, complicando a identificação direta da autora do golpe.
O estelionato é tipificado no Código Penal brasileiro e prevê pena de reclusão de um a cinco anos, além de multa. No entanto, quando há reiteração ou associação criminosa, a punição pode ser agravada. A investigação da PCDF indicou que a golpista atuava de forma estruturada, possivelmente com o auxílio de outras pessoas, o que levou à abertura de inquéritos complementares para identificar eventuais comparsas.
Além da ação policial, a PCDF tem promovido campanhas de orientação à população para evitar fraudes. Os agentes reforçam a importância de checar a veracidade de ofertas que prometem ganhos rápidos e elevados, consultar órgãos de defesa do consumidor e exigir sempre documentação oficial das empresas. Também recomendam não compartilhar documentos pessoais ou dados bancários por meio de links recebidos por aplicativos.
Com os indícios reunidos e cerca de 37 casos confirmados, o próximo passo da Polícia Civil do Distrito Federal é remeter o inquérito à Justiça, com pedido de prisão preventiva e pedido de bloqueio de bens. A investigação segue em sigilo para resguardar o sigilo fiscal e bancário das vítimas, bem como para evitar a destruição de provas potencialmente armazenadas em dispositivos eletrônicos.


