
Tenda pró-vida de Pavanato montada próximo a faixa de pedestres no campus universitário. (Foto: Instagram)
Nesta quarta-feira (4/3), Pavanato montou outra tenda no campus universitário e provocou estudantes ao afirmar que “aborto é assassinato sentado”. O equipamento foi instalado em área de grande circulação, atraindo olhares de alunos, professores e funcionários. Com cartazes e palavras de efeito, Pavanato repetiu seu posicionamento contrário à interrupção voluntária da gestação, gerando debate imediato entre apoiadores e críticos dentro do espaço acadêmico.
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A ação de Pavanato ocorre em meio a um cenário mais amplo de mobilizações sobre o tema do aborto em instituições de ensino. Nos últimos anos, a pauta ganhou força nos corredores universitários, com grupos pró-escolha e pró-vida promovendo seminários, debates e campanhas nas redes sociais. A instalação de tendas como ponto de diálogo tornou-se estratégia recorrente, servindo tanto para expor posicionamentos firmes quanto para provocar reações diretas dos estudantes.
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Segundo Pavanato, a tenda funciona como um espaço de “confrontação pacífica”, onde a frase “aborto é assassinato sentado” serviria para questionar convicções e estimular o diálogo. A escolha do termo “sentado” faz alusão ao ambiente acadêmico e ao momento de reflexão que supostamente ocorre em salas de aula e auditórios. Ele afirma ainda que, ao posicionar-se de forma tão direta, pretende chamar atenção para a discussão sobre o início da vida e os direitos não nascidos.
O debate sobre o aborto no Brasil remonta a décadas e envolve aspectos legais, éticos, médicos e religiosos. Em território nacional, a interrupção voluntária da gestação é permitida em casos específicos previstos no Código Penal, como risco à vida da gestante, anencefalia fetal e gravidez resultante de estupro. No entanto, a defesa de uma legislação mais ampla ou mais restrita segue polarizada, com manifestações constantes em universidades, parlamentos e instituições religiosas.
A iniciativa de Pavanato gerou reações imediatas dentro da comunidade acadêmica. Alguns estudantes se reuniram ao redor da tenda para dialogar com ele, enquanto outros promoveram ações contrárias, distribuindo panfletos com informações sobre saúde reprodutiva e direitos sexuais. Professores ouvidos pela reportagem ressaltaram a importância de manter o respeito ao princípio da livre expressão, mas destacaram a necessidade de garantir espaços seguros para todos os posicionamentos. As discussões devem se estender nas próximas semanas, com novas atividades organizadas por diferentes coletivos dentro do campus.


