
Ilustração mostra o acúmulo de placas ateroscleróticas na parede arterial obstruindo o fluxo sanguíneo. (Foto: Instagram)
O cardiologista e intervencionista Vagner Vinicius Ferreira enfatiza que o processo de “entupimento” das artérias não acontece de forma súbita, mas sim de maneira lenta e progressiva ao longo de anos. Segundo o especialista, depósitos de gordura acumulam-se nas paredes dos vasos sanguíneos, formando placas ateroscleróticas que vão diminuindo o fluxo de sangue até causarem obstruções significativas. A detecção precoce e o acompanhamento médico regular são fundamentais para evitar complicações mais graves, como infartos e acidentes vasculares cerebrais.
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O acúmulo de placas ateroscleróticas é resultado de fatores de risco como colesterol elevado, pressão arterial alta, tabagismo e resistência à insulina. Essas placas podem se romper e gerar coágulos, que interrompem o fluxo sanguíneo e provocam dor no peito ou outros sintomas isquêmicos. Embora populações diferentes apresentem perfis de risco variados, o mecanismo básico de formação de ateroma é semelhante: infiltração de lipídios na camada íntima das artérias, seguida de inflamação e fibrose local.
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Segundo Vagner Vinicius Ferreira, a aterosclerose pode começar ainda na infância, mas só manifesta sintomas na idade adulta, muitas vezes após décadas de evolução silenciosa. Exames de imagem, como ultrassonografia vascular e angiografia, ajudam a identificar estreitamentos e a planejar intervenções. O cardiologista e intervencionista reforça a importância de testes de estresse e exames laboratoriais periódicos para monitorar níveis de colesterol e outros marcadores inflamatórios.
O ritmo de depósito de gordura nas artérias varia de pessoa para pessoa e depende diretamente do estilo de vida. Sedentarismo, dieta rica em gorduras saturadas e carboidratos simples e histórico familiar de doença cardiovascular aceleram o processo de obstrução arterial. Por outro lado, a prática regular de exercícios físicos, aliada a hábitos alimentares saudáveis, pode retardar significativamente o avanço da aterosclerose, mantendo as artérias mais flexíveis e com melhor circulação.
Quando o estreitamento atinge graus críticos, muitas vezes é necessária a realização de procedimentos intervencionistas, como angioplastia com colocação de stent, ou até mesmo cirurgia de revascularização miocárdica. Essas técnicas são capazes de restabelecer o fluxo sanguíneo em artérias coronárias e periféricas. O cardiologista Vagner Vinicius Ferreira destaca que quanto mais cedo a doença for diagnosticada, menor será a necessidade de procedimentos invasivos de grande porte.
A prevenção é o pilar central no combate à aterosclerose. Manter uma alimentação equilibrada, praticar atividades físicas, controlar o peso corporal, evitar o tabagismo e monitorar a pressão arterial e os níveis de lipídeos no sangue são medidas fundamentais. Consultas médicas regulares possibilitam ajustes de tratamento e orientações personalizadas, garantindo a saúde vascular e reduzindo o risco de eventos agudos como infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral.


