
Justiça mantém restrições após ataques nas redes sociais (Foto: Instagram)
A mãe da influenciadora Lauanny Ferreira, companheira de Pedro Arthur Turra Basso, utilizou os termos "Judas" e "novela mexicana" para atacar uma ex-amiga da filha que havia feito várias denúncias contra o ex-piloto.
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As publicações nas redes sociais resultaram na manutenção de medidas cautelares pela Justiça do Distrito Federal contra Moara Guimarães Mota e Lauanny, pois as postagens eram vistas como intimidadoras e constrangedoras para a vítima.
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A decisão, emitida em 10 de julho pelo juiz Gilmar Rodrigues da Silva, da 2ª Vara Criminal de Águas Claras, negou o pedido de revogação das medidas cautelares. O juiz concluiu que as alegações da defesa não afastam os indícios de perseguição contra a jovem.
Inicialmente, a vítima registrou um Boletim de Ocorrência contra Pedro Turra após ser forçada a consumir álcool quando ainda era menor de idade, em um evento em junho do ano passado.
Conforme relatado pelo Metrópoles em março, Lauanny e Moara enviaram mensagens à ex-amiga de Turra e à mãe dela, exigindo a retirada da queixa criminal. Elas ameaçaram divulgar vídeos íntimos da vítima, incluindo um dela tomando banho aos 12 anos, sem consentimento.
A vítima alega ter sofrido exposições e intimidações por parte de Lauanny e Moara, com o intuito de desacreditá-la e influenciar seu comportamento no processo, onde é testemunha no caso da morte do adolescente Rodrigo Castanheira.
Em uma das postagens anexadas ao processo, Moara ironiza a jovem: "Essa é a sua justificativa para andar com eles? Você só pode participar de novelas mexicanas".
Em outra publicação, a sogra de Pedro Turra chama a vítima de "Judas" e a acusa de trair a confiança da família.
"Judas está por toda parte. Ele desfruta, senta à mesa com você, sorri, finge estar junto… e depois te trai. (…) Minha filha sempre generosa, sempre presenteando, sempre dando tudo de melhor. Desfrutou de tudo. E, ainda assim, escolheu trair", acusa a mulher.
Moara também afirmou que a jovem recebia presentes, transporte por aplicativo e outras despesas pagas por Lauanny e Pedro Turra, além de negar que tenha ameaçado a jovem. “E para de inventar que eu te ameacei. Na mensagem que eu te enviei, foi amor”, diz a sogra de Turra.
Segundo a decisão, as postagens atribuídas às investigadas expuseram a testemunha, inclusive com divulgação reiterada de imagens de quando ela era menor de idade, em um caso de ampla repercussão nacional.Para o juiz, as publicações tinham potencial de atingir a privacidade e a liberdade da vítima e buscavam desacreditá-la perante a opinião pública.
O magistrado também entendeu que o direito de resposta não justifica a exposição da testemunha e considerou as medidas cautelares proporcionais para reduzir a animosidade entre os envolvidos, advertindo que eventual descumprimento poderá resultar na decretação da prisão preventiva das investigadas.
DENÚNCIA CONTRA TURRA Na última quinta-feira (16/7), a Justiça aceitou uma nova denúncia do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) contra Pedro Turra, acusado de fornecer bebida alcoólica a adolescente e de praticar constrangimento ilegal. A sentença também determinou a realização da audiência de instrução e do julgamento.
O juiz André Silva Ribeiro, da 1ª Vara Criminal e do Tribunal do Júri de Águas Claras, entendeu que não há hipótese de absolvição sumária e decidiu pelo prosseguimento da ação penal.
Na mesma decisão, o magistrado autorizou a produção das provas orais solicitadas pela acusação e pela defesa e determinou a intimação das testemunhas para serem ouvidas na fase de instrução do processo.
Pedro Turra está preso preventivamente desde 30 de janeiro deste ano. Ele é acusado de agredir e matar o jovem Rodrigo Castanheira, que morreu aos 16 anos.






