Operadores financeiros investigados pelo MPSP envolvidos com tribunais do PCC

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Fachada do Ministério Público do Estado de São Paulo (Foto: Instagram)

Operadores financeiros ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC) foram alvos de uma operação do Ministério Público de São Paulo (MPSP) nesta terça-feira (21/7). Esses operadores também participaram de eventos conhecidos como "tribunais do crime".

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Conforme as investigações, os operadores participaram de reuniões para resolver conflitos patrimoniais, coordenadas por membros da organização criminosa. Em um dos episódios, o grupo financeiro recorreu à facção para solucionar uma disputa envolvendo imóveis de luxo na Riviera de São Lourenço, no litoral paulista.

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Foram expedidos 18 mandados de prisão preventiva e 18 de busca e apreensão em São Paulo, como parte da operação, que é um desdobramento das Operações Bazaar, Recidere e Salus et Dignitas. A investigação foca na atuação do grupo em operações financeiras em favor do PCC.

Os suspeitos são acusados de movimentação de fundos, conversão de dinheiro em espécie em transferências bancárias e ocultação, circulação e disponibilização de valores associados à organização criminosa.

Além disso, os promotores identificaram "operações envolvendo entrega de numerário em espécie, transferências bancárias, utilização de empresas e contas de terceiros e movimentação de recursos em benefício de integrantes e colaboradores da facção".

Além das prisões e buscas, a Justiça autorizou medidas cautelares patrimoniais, incluindo o bloqueio de contas bancárias e aplicações financeiras, a indisponibilidade de imóveis e veículos e o sequestro de bens dos investigados.

As decisões judiciais também determinaram o bloqueio de ativos financeiros de pessoas físicas investigadas até o limite de R$ 10 milhões por investigado, além de medidas de constrição sobre pessoas jurídicas apontadas pela investigação como parte da estrutura financeira apurada.