
Medicamentos roubados em carro de luxo no Complexo da Maré são apreendidos pela Polícia Civil (Foto: Instagram)
O Complexo da Maré, sob controle do Terceiro Comando Puro (TCP), teria se tornado um ponto de distribuição de medicamentos roubados por uma quadrilha que movimentou mais de R$ 33 milhões em um ano. Esta informação é parte da investigação que levou a Polícia Civil do Rio de Janeiro a lançar, nesta terça-feira (21/7), a Operação Metástase.
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De acordo com a Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas (DRFC-CAP), a facção tinha um papel chave no esquema. Após os ataques a caminhões transportando medicamentos oncológicos e imunossupressores, as cargas eram levadas para áreas controladas pelo TCP, onde passavam por um centro de distribuição antes de serem enviadas para outros estados.
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A investigação revelou que a organização criminosa estava dividida em núcleos. Enquanto um grupo realizava os roubos, outro cuidava do armazenamento, separação e redistribuição dos medicamentos. O TCP fornecia segurança armada e garantia que toda a operação ocorresse no Complexo da Maré sem interrupções.
Depois dessa fase, os medicamentos eram enviados para empresas de fachada localizadas no Rio de Janeiro, São Paulo, Goiás e Pará. Segundo a Polícia Civil, cerca de 25 empresas participavam do esquema, dando uma aparência de legalidade aos produtos roubados.
As investigações mostram que os medicamentos eram vendidos no mercado por preços abaixo dos normais e, em alguns casos, abasteciam hospitais privados e até instituições públicas de saúde através de licitações.
Além do impacto financeiro, os investigadores alertam para os riscos à saúde dos pacientes. Medicamentos oncológicos e imunossupressores precisam de controle rigoroso de temperatura durante o transporte e armazenamento. A quebra dessa cadeia pode comprometer a eficácia dos produtos ou até causar riscos aos usuários.
A Operação Metástase está cumprindo 97 mandados de busca e apreensão e mandados de prisão nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Goiás e Pará. A Justiça ordenou também o bloqueio de R$ 30 milhões em contas bancárias e o sequestro de imóveis, veículos de luxo e outros bens dos investigados. Até agora, quatro pessoas foram presas.







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