
MP de SC lança projeto Guardião da Vida Animal após caso do Cão Orelha (Foto: Instagram)
O projeto "MP Guardião da Vida Animal" foi lançado pelo Ministério Público de Santa Catarina com o objetivo de promover, organizar e monitorar políticas públicas duradouras para a proteção e bem-estar dos animais no estado.
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Recentemente, o estado foi cenário do caso do Cão Orelha, um mascote comunitário da Praia Brava, em Florianópolis, que gerou comoção em todo o país. O cachorro foi cruelmente agredido por jovens infratores e, devido à gravidade das lesões na cabeça, precisou ser sacrificado.
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A iniciativa foi apresentada na segunda-feira (20/7) com um levantamento inédito que aponta as cidades com maior incidência proporcional de maus-tratos a animais no estado.
De acordo com o ranking estadual de casos de maus-tratos em 50 municípios, entre 2023 e 2025, Palhoça lidera a lista, seguida por Jaguaruna, São José, Campos Novos, Garopaba, Florianópolis, Belmonte, Biguaçu, Lauro Müller e Mondaí.
Essas 10 cidades já estão sob investigação administrativa para o acompanhamento e implementação de políticas públicas de proteção animal.
O levantamento foi desenvolvido com base em dados oficiais da Secretaria de Estado da Segurança Pública, considerando a taxa de ocorrências de maus-tratos por 100 mil habitantes.
Segundo a vice-coordenadora do Grupo Especial de Defesa dos Direitos dos Animais (GEDDA), promotora de Justiça Stephani Gaeta Sanches, o lançamento do MP Guardião da Vida Animal simboliza "a decisão de não naturalizar nenhum tipo de violência, entendendo que a violência contra os animais é um reflexo da violência em sua forma mais extrema, que também atinge outros seres humanos e todos que estão em situação de vulnerabilidade", afirmou.






