
Cão busca aconchego em cobertor durante o outono (Foto: Instagram)
Neste ano, o outono teve início oficialmente na última sexta-feira (20/3). Com a chegada da estação, ocorrem diversas mudanças climáticas, como a redução das temperaturas e da umidade. Assim como nos humanos, essas alterações também podem afetar a rotina dos pets, que precisam de cuidados especiais.
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Nesta época, é comum que cães e gatos apresentem menos disposição e alterações na pele e nos hábitos diários, exigindo maior atenção dos tutores. Em entrevista ao Metrópoles, Denise Neves, especialista em comportamento canino, afirma que pequenas adaptações podem fazer uma grande diferença.
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“O outono exige ajustes simples, mas significativos. Observar o comportamento do cão e adaptar a rotina é essencial para garantir o bem-estar nesta época do ano”, afirma. A profissional lista oito medidas necessárias para cuidar dos pets durante a estação.
Observe mudanças: Segundo Denise, com a queda de temperatura, alguns cães ficam mais quietos, buscam locais aquecidos e podem apresentar menor disposição, especialmente em horários mais frios. “Essas mudanças são comuns, mas precisam ser monitoradas”, explica.
Atenção com a pele e pelagem: A especialista detalha que o clima seco pode causar ressecamento, coceira e descamação, além de deixar os pelos opacos. “Cães com sensibilidade dermatológica merecem atenção especial, com o uso de produtos adequados”, alerta.
Problemas respiratórios: Com a queda na temperatura, uma das grandes preocupações dos tutores são os problemas respiratórios nos peludos. “Pode favorecer quadros como a gripe canina, não pela estação em si, mas pelas condições do clima e maior permanência em ambientes fechados”, destaca.
Adapte a rotina de passeios: De acordo com a especialista da Dog Corner, os passeios continuam sendo importantes, mas precisam de ajustes. “Evitar horários muito frios e observar o comportamento do cão durante a atividade ajuda a manter o equilíbrio”, orienta.
Cuidado com cachorros mais sensíveis: Denise explica que alguns peludos tendem a sentir mais frio, como aqueles de pelo curto, idosos, magros ou com problemas de saúde. “Nesses casos, é importante evitar exposição prolongada e garantir ambientes mais protegidos”, pontua.
Invista em conforto térmico: Para a profissional, é indispensável que os tutores garantam caminhas, cobertores e locais protegidos do frio. “Ajuda o cão a se sentir mais seguro e confortável, principalmente durante a noite”, comenta.
Avalie o uso de roupas: Segundo ela, as famosas roupinhas podem ser úteis para alguns pets, principalmente os mais sensíveis, mas o conforto do animal deve estar em primeiro lugar. “Se ele demonstra incômodo, o ideal é não insistir.”
Por fim, a especialista reforça que a medida mais eficaz é observar o amigo de quatro patas no dia a dia. “Cada cachorro reage de uma forma. O tutor precisa estar atento aos sinais e adaptar a rotina conforme a necessidade”, conclui.


