Trump ameaça “ataque maciço” ao Irã: “Não sentiram dor suficiente”

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Trump anuncia possível ataque maciço ao Irã (Foto: Instagram)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta quinta-feira (23/7) que está considerando lançar uma nova ofensiva militar contra o Irã. Ele mencionou que a operação pode ser ainda mais abrangente do que a campanha Epic Fury, realizada este ano em conjunto com Israel.

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Em uma entrevista ao site Axios, Trump afirmou que o governo americano já tem um plano pronto e que a decisão pode ser tomada em breve.

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"Eles ainda não sentiram dor suficiente. Estou considerando um ataque maciço. Maior do que qualquer outro antes. Estou perto de tomar uma decisão. Está tudo pronto", afirmou.

O republicano também mencionou que Israel poderia participar da ofensiva, caso fosse convidado, mas enfatizou que os Estados Unidos têm capacidade de agir sozinhos. Ele reconheceu que a participação israelense poderia provocar uma resposta direta de Teerã.

Apesar das ameaças, Trump reiterou sua crença no interesse iraniano em negociar, embora, segundo ele, o governo de Teerã ainda não esteja disposto a aceitar um acordo.

As declarações surgem em meio ao agravamento do confronto entre Estados Unidos e Irã. Na quarta-feira (22/7), Trump participou da cerimônia de repatriação dos corpos de militares americanos mortos no conflito.

Desde o fim do cessar-fogo entre os dois países, a escalada militar já resultou na morte de 18 militares dos Estados Unidos e mais de 450 feridos. Os custos da guerra ultrapassam US$37,5 bilhões, enquanto a tensão crescente no Oriente Médio elevou o preço internacional do petróleo para acima de US$100 por barril.

Na segunda-feira (20/7), Trump já havia endurecido o discurso contra o regime iraniano, afirmando que Teerã pagaria "muitas vezes mais" por qualquer ataque que resultasse na morte de soldados americanos.

A campanha militar Epic Fury foi lançada pelos EUA em 28 de fevereiro, com apoio de Israel. A operação teve como alvos instalações militares iranianas, bases navais, sistemas de mísseis e estruturas ligadas ao programa nuclear do país.

A ofensiva foi encerrada em abril, após a entrada em vigor de um cessar-fogo entre os dois países.

A guerra entre Estados Unidos e Irã começou em 28 de fevereiro, após ataques dos EUA e Israel que mataram o então líder supremo do Irã, Ali Khamenei. Em resposta, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) fechou o Estreito de Ormuz, rota marítima pela qual 20% do petróleo mundial é transportado.

Após meses de guerra, EUA e Irã chegaram a um acordo preliminar em 17 de junho. O documento previa 60 dias de trégua para que os países resolvessem as questões divergentes para um fim definitivo do conflito, e uma reabertura gradual do Estreito de Ormuz para navegação comercial.

No dia 8 de junho, os países voltaram a trocar ataques, e o presidente americano Donald Trump declarou encerrado o cessar-fogo.

Desde então, os Estados Unidos têm atacado o Irã diariamente, e o país persa revida alvejando bases militares estadunidenses no Oriente Médio.

Os Estados Unidos afirmam que retomaram o bloqueio naval contra navios ligados ao Irã e Trump afirmou que pretende tomar o controle do Estreito de Ormuz.