Pastora Renata Vieira admite agressão a entregador após ofensas políticas

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Renata Vieira em altercação com entregador durante entrega de móveis em Contagem (Foto: Instagram)

Belo Horizonte — Nesta sexta-feira (24/7), a pastora e pré-candidata a deputada estadual pelo PL, Renata Vieira, divulgou partes do boletim de ocorrência registrado por ela após um desentendimento com um entregador de móveis em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. No documento, Renata afirma ter dado um tapa no trabalhador após ser chamada de "rata do Bolsonaro", "vagabunda de partido" e "defensora de genocida".

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De acordo com o relato feito à Polícia Militar, o incidente começou durante a entrega de móveis no condomínio onde ela reside. Renata relata que o entregador chegou sozinho para descarregar a mercadoria e se mostrou irritado ao perceber que alguns móveis não cabiam no elevador.

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Ela conta que, ao sugerir que outra pessoa ajudasse na entrega, a atitude do entregador mudou completamente. Conforme o boletim, ele teria reconhecido Renata como pré-candidata do Partido Liberal e iniciado uma série de ofensas relacionadas às suas posições políticas, mencionando o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Renata afirma que, após as ofensas, deu um tapa no rosto do entregador. Em seguida, ela teria recebido chutes nas pernas e sido ameaçada de morte. A pastora também alega que o entregador é um policial rodoviário federal, mas essa informação não foi confirmada pela corporação.

O QUE SE SABE ATÉ AGORA

  • A confusão ocorreu na quinta-feira (16/7), em Contagem, na Grande BH;
  • Vídeos mostram Renata Vieira dando tapas no entregador, jogando uma pedra no trabalhador e entrando em luta corporal com ele;
  • A pré-candidata afirma que foi agredida primeiro e que apenas reagiu;
  • Pessoas ligadas ao entregador dizem que a discussão começou durante a entrega de um sofá;
  • Renata mostrou hematomas, passou por atendimento médico e fez exame de corpo de delito;
  • No último sábado (18/7), ela admitiu que errou, mas disse que apenas revidou agressões;
  • A motivação política alegada pela pastora ainda não foi confirmada;
  • A Polícia Civil investiga o caso e deve analisar imagens da ocorrência.

VERSÕES DIVERGEM
Pessoas próximas ao entregador, que preferiram não se identificar, apresentam uma versão diferente. Segundo elas, o trabalhador estava sozinho para descarregar um sofá de cinco lugares e informou que voltaria com outro funcionário para finalizar a entrega com segurança.

Ainda de acordo com essa versão, Renata não quis esperar, e a discussão começou por causa da entrega do móvel. Até o momento, o entregador não deu uma entrevista pública sobre o caso.

POLÍCIA INVESTIGA
A confusão aconteceu na última quinta-feira (16/7) e ganhou repercussão após vídeos mostrarem a pastora dando tapas, arremessando uma pedra e entrando em luta corporal com o entregador.

Dias depois, Renata admitiu que errou ao agredir o trabalhador, mas afirmou que apenas revidou agressões físicas sofridas anteriormente.

A Polícia Civil de Minas Gerais instaurou um procedimento para investigar o caso. Até agora, a suposta motivação política alegada pela pastora não foi confirmada pela investigação nem pelas imagens divulgadas.