De acordo com informações do portal Mundo Negro, um boneco antiestresse em formato de bebê negro, conhecido como Natasha, tornou-se alvo de vídeos violentos nas redes sociais chinesas nas últimas semanas. Nas gravações, usuários aparecem espancando, perfurando, pisoteando e até despejando água fervente sobre o brinquedo, que, segundo a imprensa estatal chinesa, já vendeu mais de 100 mil unidades desde maio.
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A tendência surgiu de forma inesperada após um criador de conteúdo publicar um vídeo tratando o boneco como se fosse sua filha. Durante a gravação, o brinquedo se deformou ao cair no chão, e o registro viralizou. A partir daí, outros usuários passaram a produzir conteúdos semelhantes, elevando o nível de violência para atrair visualizações e engajamento.
A repercussão gerou críticas de ativistas e especialistas. Em Hong Kong, representantes da comunidade negra classificaram a tendência como desumanizante. Já nos Estados Unidos, psiquiatras alertaram que esse tipo de conteúdo pode contribuir para a normalização da violência contra crianças negras entre parte do público que o consome.
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Especialistas também apontam que o caso remete a representações racistas históricas, como os golliwogs e as bonecas mammy, caricaturas de pessoas negras que foram amplamente difundidas entre os séculos XIX e XX e hoje são frequentemente lembradas em museus como exemplos de estereótipos raciais.
Apesar da repercussão, reguladores chineses enquadraram o fenômeno apenas como conteúdo violento e vulgar, sem fazer referência a possíveis motivações racistas. O boneco Natasha continua sendo vendido normalmente no país.














