Coronel da reserva oferece vagas exclusivas a operadores do PCC em clube da PM

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Coronel da reserva Luiz Carlos Pereira Martins (centro) em confraternização da AOPM (Foto: Instagram)

Além de levar suspeitos operadores financeiros do Primeiro Comando da Capital (PCC) para colônias da Associação dos Oficiais da Polícia Militar de São Paulo (AOPM), o coronel da reserva Luiz Carlos Pereira Martins também teria garantido posições privilegiadas a amigos em eventos da entidade.

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O relato foi feito ao Metrópoles por associados da AOPM, que preferiram não se identificar. Segundo eles, Pereira Martins usava sua posição na entidade para reservar vagas de estacionamento e acomodar convidados em locais privilegiados. Atualmente, o oficial é diretor de Colônias e de Patrimônio da associação.

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Mensagens analisadas pela Polícia Federal (PF) revelam que Pereira Martins e Robson Martins de Souza discutiam sobre carros de luxo em uma festa da AOPM. Entre os veículos mencionados estavam modelos da Porsche, como Cayenne, Panamera e 911 Carrera S.

O registro mais recente de Pereira Martins com Robson foi em outubro do ano passado, na festa de 94 anos da entidade, com apresentação de Sidney Magal.

Nos arquivos públicos da associação, uma foto de agosto de 2025 mostra Pereira Martins em uma confraternização com o advogado Antonio Carlos Ubaldo Júnior, preso por suspeita de envolvimento com o crime organizado.

Em abril de 2023, Pereira Martins pediu a Robson informações sobre carros para uma festa, recebendo dados de um Porsche Cayenne branco e um Panamera preto. A PF também registrou imagens de um Porsche 911 amarelo.

Mensagens da PF mostram que Pereira Martins organizava viagens para colônias mantidas pela associação, sugerindo a Cléber uma viagem a Campos do Jordão em 2020. Três anos depois, Robson perguntou sobre a colônia de Boraceia, e o coronel confirmou a reserva.

A presença de pessoas ligadas ao PCC gerou preocupação entre associados, com um deles afirmando temer o PCC, que "mata polícia".

Relatório da PF descreve Pereira Martins como "grande amigo" de Cléber e Robson, sugerindo que ele facilitava o acesso deles à corporação PMESP. A investigação não confirmou entrega de dinheiro a coronéis até a conclusão do relatório em novembro de 2024.

A AOPM confirmou a relação social entre o coronel e os empresários, afirmando que na época não havia suspeitas sobre eles. A PM e a Secretaria da Segurança Pública afirmaram não compactuar com desvios de conduta e que a Corregedoria pediu acesso aos documentos da investigação.

Pereira Martins não foi localizado para comentar. O espaço permanece aberto para manifestações.