CAGED: Brasil registra criação de 145,1 mil empregos formais em junho

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Carteira de trabalho: 145.161 novas vagas formais em junho (Foto: Instagram)

O Brasil registrou a criação de 145.161 novas vagas de trabalho formal, ou seja, com carteira assinada, em junho deste ano. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (29/7) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Apesar de positivo, esse número é o mais baixo para o mês desde 2020.

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Em junho de 2020, o país fechou 53.381 postos de trabalho formais, um resultado influenciado pela primeira onda da pandemia de Covid-19. Luiz Marinho, ministro do Emprego e Trabalho, atribui os números deste ano às guerras em curso no mundo e à política tarifária de Donald Trump.

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“Os resultados refletem uma sequência de eventos, começando pela guerra entre Rússia e Ucrânia, que afetou a economia global, seguida pela guerra no Irã, que impactou o Brasil, especialmente na questão dos fertilizantes e do petróleo […], e agora o tarifaço e a desordem causada por Donald Trump”, afirmou.

Embora os números de junho mostrem recuperação em relação aos dois meses anteriores, o acumulado do primeiro semestre deste ano aponta uma tendência de queda na criação de empregos formais no Brasil.

Criação de empregos formais de janeiro a junho:

  • 2020: redução de 1.398.484 empregos;
  • 2021: 1.481.680 novos postos;
  • 2022: 1.388.564 novos postos;
  • 2023: 1.031.593 novos postos;
  • 2024: 1.301.411 novos postos;
  • 2025: 1.229.107 novos postos;
  • 2026: 921.645 novos postos.

Na opinião do ministro, os resultados deste mês e deste semestre, apresentados pelo novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), ainda são “positivos” considerando “as consequências da guerra, das tarifas e dos juros que estamos praticando”. No entanto, a expectativa é de desaceleração nos próximos meses.

O saldo do mês resulta de 2.220.131 admissões e 2.074.970 desligamentos. Do total, 77,3% dos postos foram considerados típicos, enquanto 14,6% foram classificados como não típicos — uma categoria utilizada pelo ministério para se referir a trabalhadores aprendizes, intermitentes, temporários e com carga horária de até 30 horas.

No mês, todos os cinco setores econômicos apresentaram saldos positivos.

Veja a variação em cada setor econômico:

  • Serviços, com 74.514 novos postos;
  • Agropecuária, com 22.898 postos;
  • Comércio, com 19.177 postos;
  • Construção Civil, com saldo de 14.136 postos;
  • Indústria, com saldo de 14.438 postos.

Em relação aos grupos populacionais, em junho, o saldo foi mais favorável para as mulheres, com a criação de 72.592 vagas, comparado aos homens, com 72.569 vagas. Neste mês, houve crescimento em 24 unidades da federação (UF), com destaque para São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

As UFs com maiores saldos são:

São Paulo, com 34.981 postos;
Minas Gerais, com 20.805 postos;
Rio de Janeiro, com 16.856 postos.

Já as com menores saldos são:

Espírito Santo, com menos 2.259 postos;
Tocantins, com menos 135 postos;
Rondônia, com saldo de apenas 1.396 postos.

O salário médio real em junho foi de R$ 2.507,07. Para os trabalhadores considerados típicos, o salário foi de R$ 2.446,27, enquanto aqueles considerados não típicos tinham um salário médio de R$ 2.101,51.