A americana Lydia Fairchild foi acusada pelo governo de fraude em 2002 após testes de DNA indicarem que ela não era mãe biológica dos próprios filhos, mesmo após ter dado à luz a todos eles. O caso ocorreu quando ela solicitou auxílio estatal e precisou comprovar a paternidade das crianças.
Na época, Lydia tinha 26 anos, dois filhos e estava grávida do terceiro. Os exames confirmaram que o pai das crianças tinha compatibilidade genética, mas apontaram incompatibilidade total com a mãe, o que levou as autoridades a suspeitarem de fraude e até sequestro.
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Diante da situação, a Justiça determinou que um oficial acompanhasse o nascimento do terceiro filho para confirmar que Lydia era, de fato, a gestante. Após o parto, um novo exame foi realizado, mas o resultado voltou a indicar que ela não tinha vínculo genético com o bebê.
O caso gerou dúvida entre as autoridades até que novos testes fossem realizados. Um exame envolvendo a mãe de Lydia comprovou que ela era a avó biológica das crianças, o que indicava um vínculo familiar indireto.
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A explicação veio após a identificação de uma condição rara chamada quimerismo. Nesse caso, Lydia possuía duas linhagens de DNA em seu corpo. A condição ocorre quando, ainda no útero, um embrião absorve células de um gêmeo.
Segundo a investigação, o material genético presente em seu sangue e em outras partes do corpo não era o mesmo presente em seus órgãos reprodutivos, o que levou à divergência nos testes.
Com a descoberta, as acusações contra Lydia foram retiradas. O caso passou a ser citado como exemplo de como condições genéticas raras podem interferir em exames de DNA e gerar interpretações equivocadas.


