
Embaixador Júlio Bitelli em coletiva após reunião no Itamaraty (Foto: Instagram)
O embaixador do Brasil na Argentina, Júlio Bitelli, permanecerá no país por mais alguns dias, mesmo após ter sido chamado de volta ao Brasil devido aos ataques de Javier Milei contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
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A decisão foi tomada após uma reunião entre o diplomata, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e a embaixadora Gisela Padovan, responsável pela América Latina e Caribe, nesta quarta-feira (29/7).
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Fontes informaram ao Metrópoles que o encontro, que durou cerca de 3 horas, focou em avaliações sobre a crise entre Brasília e Buenos Aires, sem tomar decisões concretas. O retorno de Bitelli à Embaixada dependerá de novos desdobramentos, como as declarações do chanceler argentino nesta quarta-feira (29/7). Em um esforço para aliviar a tensão, Pablo Quirno confirmou que o presidente Milei apoia a família Bolsonaro, mas assegurou que as relações entre os dois países não serão rompidas.
Este foi o segundo encontro entre o embaixador do Brasil na Argentina e o ministro das Relações Exteriores nesta semana. Na primeira reunião, ocorrida na segunda-feira (27/7), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva também esteve presente.
Desde 2023, Júlio Bitelli é o chefe da Embaixada brasileira na Argentina. Ele foi chamado de volta ao Brasil após os ataques de Javier Milei contra o presidente Lula e o ministro Alexandre de Moraes, do STF.
No último fim de semana, o líder argentino participou da convenção nacional do Partido Liberal (PL), que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro à presidência, onde ofendeu o petista.
Durante seu discurso, Milei chamou Lula de ex-presidiário e se referiu a Moraes como "lixo careca".
A resposta imediata do governo brasileiro foi convocar o embaixador da Argentina no Brasil para repudiar as falas de Milei. Além disso, o Itamaraty chamou de volta o chefe da missão diplomática brasileira na Argentina como um protesto significativo entre países.






