
Marina Silva critica privatização da Sabesp e alerta para agravamento da crise hídrica (Foto: Instagram)
A ex-ministra do Meio Ambiente e candidata ao Senado por São Paulo, Marina Silva (Rede), expressou, em entrevista ao Metrópoles, sua "grande preocupação" com as políticas ambientais e a privatização da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) sob a gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).
++ Sistema de IA mostra como pessoas estão criando conteúdo diário sem gravar vídeos
Marina destacou que a crise hídrica em São Paulo persiste desde 2014 e que não foram tomadas medidas estruturais para resolvê-la. Ela criticou a privatização da Sabesp, afirmando que isso agravou o problema ao priorizar o lucro sobre o atendimento à população, resultando em uma abordagem injusta voltada para dividendos.
++ Bomba! Astro de Hollywood, Joe Manganirllo revela ter amputado membro
A venda da Sabesp ocorreu em 2024, quando a Equatorial Participações e Investimentos adquiriu 15% das ações por R$ 6,9 bilhões, tornando-se a principal investidora. Desde então, os lucros da empresa quase dobraram, enquanto as reclamações de consumidores aumentaram significativamente. Em agosto de 2025, a Sabesp reduziu a pressão da água na região metropolitana de São Paulo para mitigar a crise hídrica, com restrições entre 19h e 5h.
Marina defendeu que o Estado deve ser responsável por serviços essenciais, sem excluir parcerias com o setor privado. Ela enfatizou que o Estado deve mobilizar seus melhores recursos para o bem da sociedade.
Uma das propostas de Fernando Haddad, candidato ao governo pelo PT e parte da chapa de Marina, é revisar contratos assinados sob a gestão de Tarcísio de Freitas, incluindo o da Sabesp. Marina ressaltou a importância dessa revisão devido à intensificação da crise hídrica no contexto das mudanças climáticas.
Marina também criticou Tarcísio pelo "tarifaço" aplicado pelos Estados Unidos, questionando a relação entre o Estado de São Paulo e o governo Trump. Após a nova sobretaxa de 25%, Tarcísio afirmou que as negociações deveriam continuar, mas Marina questionou a falta de ação do governador diante das perdas econômicas e de empregos.
No dia 22, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou uma medida provisória destinando R$ 18,5 bilhões para apoiar empresas afetadas pelo tarifaço dos EUA, como parte do plano Brasil Soberano.
Nas relações com a Argentina, Marina comentou sobre as declarações do presidente argentino Javier Milei durante sua visita ao Brasil. Ela criticou Milei por atacar o presidente Lula e o ministro do Supremo, Alexandre de Moraes, afirmando que tais ataques são contra o Estado brasileiro. Mesmo com as declarações de Milei, o chanceler argentino Pablo Quirno descartou romper relações diplomáticas com o Brasil, mantendo a relação institucional entre os países.






