O caso Isabella Nardoni, um dos crimes de maior repercussão no Brasil, voltou a ter um novo desdobramento na Justiça. Uma petição protocolada em São Paulo pede a revisão criminal da condenação de Anna Carolina Jatobá e sustenta que a madrasta não teria participado diretamente da morte da menina.
Segundo informações divulgadas pela coluna de Fábia Oliveira, o documento foi encaminhado ao promotor de Justiça da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Santana. A petição é assinada pelo advogado Angelo Carbone em nome do ativista Agripino Magalhães, presidente da Associação do Orgulho LGBTQIAPN+, e apresenta uma nova versão para o crime.
++ PCC e CV clonam programas do Governo Lula para lucrar milhões
De acordo com o texto, Anna Carolina teria agredido Isabella, mas não seria responsável pela morte da enteada. A petição afirma que a ordem para arremessar a menina pela janela do apartamento teria partido do avô paterno, Antônio Nardoni, enquanto Alexandre Nardoni teria executado a ação.
Com base nessa tese, o pedido argumenta que Jatobá cumpre pena por um homicídio do qual não teria participado na etapa final da execução. Por isso, solicita que seja nomeado um advogado dativo para ingressar com um pedido de revisão criminal em favor da ex-detenta.
++ Negociações para defesa de Vorcaro por advogado de Cid são encerradas
O documento também cita declarações atribuídas à própria Anna Carolina durante a investigação, nas quais ela teria afirmado ser inocente em relação ao homicídio e sustentado que não carregava culpa pela morte de Isabella.
Até o momento, a petição representa apenas um pedido apresentado à Justiça. A condenação de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá permanece válida, e não há decisão judicial reconhecendo a nova versão apresentada no documento.















