
Máscara PFF2-S Vesta da UnB protege contra a gripe K e outros vírus respiratórios (Foto: Instagram)
Com o avanço da gripe K no Distrito Federal, que já resultou na morte de uma jovem de 17 anos e em cinco casos confirmados de influenza, a pesquisadora da Universidade de Brasília (UnB), Marcella Lemos Brettas Carneiro, destaca a importância do uso de máscaras como proteção individual e coletiva em tempos de maior circulação de vírus respiratórios.
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A cientista lidera o projeto da Máscara Vesta, desenvolvida na UnB durante a pandemia de Covid-19 com apoio do Fundo de Apoio à Pesquisa no DF (FAPDF). A tecnologia continua relevante no atual contexto de aumento de doenças respiratórias, sendo capaz de filtrar e inativar até 99% de vírus como influenza e Sars-CoV-2, além de bactérias e fungos.
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Em Goiás, três casos da doença foram confirmados nas cidades de Caldas Novas, Anápolis e Itumbiara. Com o aumento dos casos de SRAG e a alta ocupação de UTIs, a Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) declarou situação de emergência, medida assinada pelo governador Daniel Vilela (MDB) e publicada em 15 de abril.
Com o aumento da circulação viral, os especialistas recomendam o uso de máscara em períodos de maior transmissão, especialmente em locais fechados, pouco ventilados ou com aglomeração. A orientação inclui também unidades de saúde, transporte público, salas de espera e ambientes institucionais, além de pessoas com sintomas respiratórios, como forma de reduzir a transmissão, segundo Marcella.
A recomendação não é para uso contínuo por toda a população, mas sim em situações específicas, especialmente em períodos de maior circulação viral. A indicação é reforçada para grupos mais vulneráveis, como idosos, imunossuprimidos, pessoas com comorbidades e profissionais da saúde.
Os especialistas ressaltam que a máscara não substitui a vacinação, a higienização das mãos e o isolamento em caso de sintomas, funcionando como uma proteção adicional.
Desenvolvida na Universidade de Brasília durante a pandemia de Covid-19, a máscara Vesta continua a ser estudada e aplicada em contextos de aumento de doenças respiratórias. “Enquanto máscaras tradicionais atuam principalmente como barreira física, a Vesta adiciona uma camada tecnológica de inativação de agentes infecciosos em contato com o material”, explica Marcella.
O projeto teve início em março de 2020, em meio à escassez global de equipamentos de proteção individual. “Foi um momento em que ficou clara a necessidade de soluções tecnológicas nacionais para proteção de profissionais e da população”, relembra a pesquisadora. O desenvolvimento contou com financiamento da FAPDF e gestão da Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec), vinculada à UnB.
A Vesta é um respirador do tipo PFF2 que incorpora nanotecnologia de quitosana, substância derivada de crustáceos e insumos da agricultura familiar. “Muito além da filtragem mecânica, a proposta foi agregar um material com ação complementar sobre vírus e outros micro-organismos”, detalha Marcella.
O equipamento foi testado em profissionais de saúde do Hospital Regional da Asa Norte (Hran), em Brasília, e passou a ser distribuído para redes hospitalares a partir de 2022, após avanço dos estudos clínicos.


