
Profissionais do Samu-BH se mobilizam contra cortes orçamentários (Foto: Instagram)
Na quarta-feira (22/4), trabalhadores do Samu em Belo Horizonte realizarão uma paralisação urgente, organizada pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Belo Horizonte (Sindbel). O objetivo é discutir cortes no SUS-BH em uma audiência pública na Câmara Municipal.
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A audiência ocorrerá às 13h, e os trabalhadores estão convocados para se reunir às 10h30 em frente à Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), de onde partirão em caminhada até a Câmara.
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A convocação destaca que a saúde em Belo Horizonte enfrenta uma situação crítica, com a Secretaria Municipal de Saúde justificando os cortes por um DÉFICIT ORÇAMENTÁRIO.
O Sindbel alerta que tais cortes resultariam em sobrecarga de trabalho, aumento no tempo de espera por atendimento e queda na qualidade do serviço, colocando em risco tanto os profissionais de saúde quanto a população.
Nesta segunda-feira, ocorreu um protesto na Central de Regulação do Samu 192, das 9h às 13h. De acordo com a Conselheira Estadual de Saúde Érika Santos, a única resposta da PBH até agora foi a confirmação dos cortes.
SOBRE OS CORTES
A prefeitura de Belo Horizonte informou aos profissionais da saúde sobre a demissão de 45% dos técnicos de enfermagem, segundo o Sind-Saúde, sindicato que representa a categoria.
Atualmente, nas 22 unidades básicas do Samu, as equipes são compostas por dois técnicos de enfermagem e um condutor. Com os cortes, cada equipe básica terá apenas um condutor e um técnico de enfermagem.
NOTA DA PREFEITURA
A PBH confirmou na última sexta-feira (17/4) que 34 profissionais, contratados temporariamente durante a pandemia de Covid-19, terão seus contratos encerrados em 1º de maio e não serão renovados.
A prefeitura garantiu que as equipes serão reorganizadas para não comprometer o atendimento. "A SMSA destaca que as escalas dos profissionais serão ajustadas para manter a assistência à população. Não haverá redução no número de ambulâncias", afirmou.
Além disso, a PBH informou que está agindo conforme a Portaria nº 2.028/2002, modelo já adotado em outras cidades e que será implementado em Belo Horizonte.


