Missão oficializa Renan Santos com críticas a Lula e Flávio em evento

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Renan Santos discursando durante o Congresso Nacional do Partido Missão na Mooca, em São Paulo. (Foto: Instagram)

O Partido Missão oficializou neste sábado (1/8) a candidatura de Renan Santos à Presidência da República para as eleições de 2026, durante o Congresso Nacional do partido, que ocorreu na zona leste de São Paulo. Renan já havia sido anunciado pelo partido no último dia 20 de julho, em uma convenção online por razões de segurança.

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Em um discurso que durou quase uma hora, Renan criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o Partido dos Trabalhadores, afirmando que o partido Missão é a "última linha de defesa do Brasil produtivo contra a vitória do pesadelo e da noite Petista".

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O adversário dele na corrida eleitoral, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), também foi alvo de críticas. O candidato do Missão declarou que o senador é "o farsante, o fraco, o corrompido" e que trocou "os milhões na rua pelos milhões na conta", referindo-se ao áudio em que Flávio pediu dinheiro ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, para financiar um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

“Nós não somos a negação do PT. Não somos antipetistas. Não somos como aqueles que se vestem de verde e amarelo, apropriando-se dos símbolos nacionais, apenas para dizer: 'veja só, eu sou o oposto do Lula'. Quando você se define pelo seu inimigo, nunca o supera. E é por isso que ambos devem ir para a lata de lixo da história juntos”, afirmou Renan.

Renan também mencionou a criação do Movimento Brasil Livre (MBL) e a atuação do grupo durante os protestos de 2013 e os pedidos de impeachment da então presidente Dilma Rousseff (PT).

“Não era tudo isso que eles queriam. O destino sempre foi nosso. Nós, somos o grupo escolhido. Em 2014, quando formamos o Movimento Brasil Livre, o maior e mais importante movimento da história do Brasil, éramos apenas um grupo de jovens, em um escritório no centro de São Paulo, com um sonho e grandes ambições, e em um ano e meio, o governo do PT havia caído.

O discurso de Renan Santos também incluiu críticas a outros nomes da direita, como o candidato ao governo do Paraná, Sérgio Moro (PL-PR), que foi vaiado no congresso. Renan o descreveu como “um vassalo, um homem que não teve a estatura de defender o próprio legado e se submeteu a ser escravo daqueles que destruíram a sua grande obra, que era a Lava Jato”.

Uma das bandeiras de Renan é a criação de superpresídios para lideranças criminosas e o confisco de bens de integrantes de facções – parte da militância do Missão vestia camisetas com a frase “prendeu, matou”. Renan prometeu combater o crime organizado no país.

“Quero que minha geração veja a destruição dessas siglas malditas como Comando Vermelho, PCC, as mesmas que estão me ameaçando de morte. Venham pegar, seus vagabundos! Venham pegar!”, declarou Renan. “Comando Vermelho e PCC, matem a mim antes, porque se eu chegar lá, não sobrará um. Ou eles se entregam, ou servirão de tapete para a população brasileira desfilar.”

Renan afirmou ter recebido ameaças de facções criminosas durante agendas no Ceará, São Paulo e Rio de Janeiro, o que o levou a antecipar o anúncio de sua candidatura e a permitir que fosse escoltado pela Polícia Federal (PF).

O evento foi realizado em um pavilhão, próximo a trilhos de trem desativados na Mooca, zona leste de São Paulo. Durante o dia, ocorreram debates e palestras de formação partidária, além da apresentação do Livro Amarelo, uma coletânea de estudos e diretrizes do MBL, que fundamentam o programa e o plano de governo do Missão.

O Livro Amarelo, lançado durante o Congresso Nacional do Missão, possui quase 500 páginas, divididas em 14 capítulos ilustrados e organizados em três partes que abordam temas como ajuste fiscal, segurança pública, saúde, educação, terras raras e política externa no Brasil. Segundo o Missão, o projeto foi desenvolvido ao longo de mais de dois anos, com a participação de mais de 200 voluntários.

Antes de ser oficializado, Renan afirmou em entrevista ao Metrópoles TV que estará na disputa de 2º turno pelo Palácio do Planalto. Ele também se recusou a apoiar Flávio Bolsonaro (PL) em uma eventual disputa contra o presidente Lula.

“São dois incompetentes, são dois imbecis, são dois ladrões. O Brasil não pode ficar na mão desses caras. Então, não consigo imaginar um segundo turno com eles. Um segundo turno com essas duas pessoas é uma derrota total e completa do país. É uma vergonha para nós, é uma falta de ambição”, afirmou.

Renan também comentou sobre ser alvo do crime organizado durante a pré-campanha, o que levou o partido a antecipar a oficialização de sua candidatura por questões de segurança.