Israel ataca hospital em Gaza visando arsenal do Hamas, afirma governo

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Cratera causada por bombardeio próximo ao Hospital Mártires de Al-Aqsa, em Deir el-Balah, na Faixa de Gaza. (Foto: Instagram)

O Ministério da Saúde de Gaza relatou neste sábado (1º/8) que o Hospital Mártires de Al-Aqsa, situado em Deir el-Balah, na área central da Faixa de Gaza, foi alvo de bombardeio por forças israelenses. Em comunicado, o governo de Israel declarou que a ação tinha como alvo depósitos de armas do grupo terrorista Hamas, localizados nas proximidades da unidade hospitalar.

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Segundo informações divulgadas pelo Ministério da Saúde do enclave, o ataque resultou na destruição completa de dois dos quatro depósitos de medicamentos do hospital, além de causar danos significativos aos outros dois. Não há relatos sobre vítimas.

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“O Ministério da Saúde apela à comunidade internacional, às agências da ONU e às organizações humanitárias e de direitos humanos para que intervenham de forma imediata e urgente, a fim de cessar esses ataques e oferecer proteção imediata às instituições e aos profissionais de saúde”, declarou a pasta, classificando a ação como um “crime hediondo”.

Por outro lado, Israel negou que os ataques tenham sido dirigidos à unidade hospitalar e afirmou que as ações, realizadas nas primeiras horas deste sábado, tinham como objetivo atingir depósitos de armas utilizados pelo Hamas, grupo terrorista que controla a Faixa de Gaza.

“Uma das instalações de armazenamento, localizada ao lado do Hospital dos Mártires de Al-Aqsa, em Deir al-Balah, era utilizada por terroristas do Hamas como esconderijo e local para armazenar armas. Este é mais um exemplo do uso sistemático, por parte do Hamas, de infraestruturas civis — incluindo instalações médicas — para planejar e executar atividades terroristas, infiltrando-se nesses locais”, informou as Forças de Defesa de Israel (FDI).

O órgão de defesa israelense também informou que as operações deste sábado destruíram cinco instalações de armazenamento de armas do Hamas e destacou que, antes dos ataques, “adotou medidas para mitigar danos a civis, incluindo a emissão de avisos prévios, o uso de munições de precisão e a vigilância aérea”.