
Processo de extração de veneno de escorpiões para produção de antídoto (Foto: Instagram)
A produção do antídoto contra picadas de escorpião não é feita diretamente a partir do veneno puro, mas sim por meio da extração de anticorpos de cavalos imunizados. O biólogo e pesquisador Jean Martins esclarece que a substância retirada do animal peçonhento é injetada nos equinos em doses controladas para estimular a defesa imunológica.
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Para retirar o veneno dos escorpiões, o processo inicial ocorre em laboratório, onde o aracnídeo é imobilizado com pinças e recebe um leve estímulo elétrico na cauda. Isso provoca a liberação de pequenas gotas de veneno, que são coletadas sem a necessidade de matar o animal. Como cada escorpião fornece pouquíssima quantidade, é necessário criar milhares em cativeiro para garantir matéria-prima suficiente.
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Após a diluição em uma versão fraca e segura, o veneno é injetado em cavalos. Esses animais são escolhidos por terem grande volume de sangue e alta produção de anticorpos. Quando a imunidade dos cavalos aumenta, o sangue é coletado e passa por um processo de filtragem para isolar os anticorpos que formam o antídoto.
O rápido aumento dos acidentes urbanos com escorpiões pressiona a capacidade de produção e a logística de distribuição do antídoto no Brasil. Como o processo depende de etapas envolvendo seres vivos, qualquer atraso impacta o abastecimento das unidades de saúde.
Além disso, o transporte do antídoto requer refrigeração constante para manter sua eficácia até chegar aos locais de atendimento. Jean Martins enfatiza a importância de manter os soros entre 2 °C e 8 °C, sem congelamento, para garantir que cheguem eficazes aos pacientes.






