Diretor da Transunião com ligação ao PCC será adicionado à lista da Interpol

Publicao por


Frota de ônibus da Transunião em São Paulo, empresa sob suspeita de lavagem de dinheiro do PCC (Foto: Instagram)

Após solicitação de promotores do Ministério Público de São Paulo (MPSP), o nome do empresário Lourival de França Monário, diretor-presidente da Transunião, sob investigação por suposta conexão com o Primeiro Comando da Capital (PCC), será incluído na lista vermelha da Interpol.

++ Sistema de IA mostra como pessoas estão criando conteúdo diário sem gravar vídeos

Monário é considerado foragido desde a Operação Última Parada, conduzida pelo MPSP e pela Polícia Civil de São Paulo no final de junho.

++ Bomba! Astro de Hollywood, Joe Manganirllo revela ter amputado membro

Com o avanço das investigações, promotores e investigadores identificaram alguns suspeitos, incluindo o vereador de São Paulo Senival Moura (PT). De acordo com os investigadores, a Transunião teria sido utilizada para ocultar recursos do tráfico de drogas através de um núcleo paralelo que tomava decisões sobre a empresa, incluindo a transferência de valores para membros do PCC.

O capital social da empresa aumentou de pouco mais de R$ 100 mil para mais de R$ 50 milhões, sem que a origem dos recursos tenha sido esclarecida.

CARBONO OCULTO O MP também afirma que o circuito financeiro identificado na operação tem pontos de contato com esquemas investigados em outras operações, especialmente a Carbono Oculto. Outra investigação citada é a Operação Mafiusi, realizada em conjunto com a Polícia Federal (PF), que investiga a ligação do PCC com a máfia italiana ‘Ndrangheta.

Conforme a investigação, Lourival mantinha relações patrimoniais e comerciais com Everton de Souza, o “Player”, apontado pela Polícia Civil como operador financeiro vinculado ao PCC e investigado no mesmo esquema que resultou na prisão da advogada Deolane Bezerra e teve como alvo o chefe da facção, Marcola.

O nome do dirigente será incluído na Difusão Vermelha da Interpol, um mecanismo que informa às polícias dos países-membros que o investigado é procurado para fins de localização.

DINHEIRO DO PCC Conforme o Metrópoles mostrou, investigadores suspeitam que a Transunião tenha utilizado dinheiro do PCC para vencer a licitação que garantiu o direito de operar o transporte público da cidade de São Paulo.

De acordo com o MPSP, a companhia passou por uma série de alterações societárias entre 2015 e 2019, elevando seu capital de R$ 100 mil para R$ 50 milhões com o objetivo de atender aos requisitos do certame.

Em entrevista coletiva concedida na sede do MPSP, o promotor Danilo Pugliesi, um dos responsáveis pela apuração, afirmou que “pessoas ligadas ao PCC” fizeram aportes para aumentar o patrimônio da Transunião.

“Na integralização de capital que essas empresas declararam para participar da licitação de transporte público, houve a entrada formal de dinheiro de origem ilícita, não declarada, por meio de pessoas que não tinham lastro para isso. Essa metodologia que foi empregada ao olhar as alterações societárias da UpBus e da Transwolff foi a que se repetiu na Transunião e, da mesma forma, se confirmou”, disse o promotor.

A coluna pediu resposta da Transunião sobre o caso, mas não havia obtido resposta até a última atualização desta reportagem. O espaço permanece aberto.