
Franquia Pink Lash: imagem usada em conexão ao caso de Karen Mori (Foto: Instagram)
A defesa de Karen de Moura Tanaka Mori, conhecida como Japa do PCC, informou à Justiça de São Paulo que não possui o passaporte da investigada, pois o documento teria sido apreendido pela polícia durante uma operação de busca e apreensão em sua casa. A entrega do passaporte é uma das novas condições estabelecidas na decisão judicial que suspendeu o uso da tornozeleira eletrônica e o recolhimento domiciliar noturno.
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A juíza Paula Regina Schempf Cattan, da Vara Estadual das Garantias de Organizações Criminosas e Lavagem de Bens, Direitos e Valores, estipulou que o monitoramento eletrônico de Karen será removido apenas após a entrega do passaporte. A defesa tinha um prazo de cinco dias para apresentar o documento.
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Diante dessa situação, a juíza solicitou à Polícia Federal e à Polícia Civil esclarecimentos sobre a posse do passaporte, para garantir o cumprimento das novas condições impostas a Karen Mori. Com as mudanças, ela está proibida de deixar o estado sem autorização judicial, deve entregar o passaporte e comparecer mensalmente ao tribunal.
A defesa de Karen declarou ao Metrópoles que reafirma a inocência da cliente e que irá "comprovar, quando o MP apresentar denúncia formal, a origem lícita do dinheiro proveniente da venda da loja de Samara e Thiago", referindo-se à investigação sobre a parceria com os sócios de Virginia Fonseca, Samara Martins e Thiago Stabile.
Os empresários Samara Martins, conhecida como Samara Pink, e Thiago Stabile, sócios de Virginia Fonseca e do empresário chinês Chaopeng Tan na empresa de cosméticos WePink, são investigados pela Polícia Civil de São Paulo. O inquérito investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro relacionado a Karen de Moura Tanaka Mori.
Entre 2017 e 2022, Samara Pink, atual sócia de Virginia Fonseca, e Karen de Moura Tanaka Mori participaram de uma sociedade responsável pela expansão da rede Pink Lash, uma franquia no setor de beleza e cosméticos.
Karen está em prisão domiciliar desde 2024, suspeita de lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa. Durante a operação que levou à sua prisão, a Polícia Civil apreendeu mais de R$ 1 milhão em espécie, um carro de luxo e mais de US$ 50 mil em sua residência.
As investigações apontam que Karen mantinha um relacionamento com Wagner Ferreira da Silva, conhecido como "Cabelo Duro", um dos líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC). Após a morte dele em 2018, ela abriu uma empresa e começou a movimentar quantias financeiras incompatíveis com seu patrimônio anterior, superando R$ 35 milhões.
Conforme a investigação, a "Japa do PCC" teria utilizado recursos do tráfico de drogas nacional e internacional para investir em negócios de beleza, imóveis e empresas de fachada, com a intenção de esconder a origem ilícita do dinheiro.
Inicialmente, a Justiça decretou a prisão preventiva de Karen, que foi posteriormente convertida em prisão domiciliar com monitoramento eletrônico. Em 2025, outras medidas cautelares foram impostas, incluindo a obrigação de comparecimento mensal em juízo para informar e justificar suas atividades, além do recolhimento domiciliar noturno e nos dias de folga.






