Alckmin critica descrença nas urnas e comemora parceria “Lula com chuchu”

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Alckmin celebra aliança ‘Lula com chuchu’ na convenção do PT (Foto: Instagram)

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), celebrou neste domingo (2/8) sua parceria com o presidente Lula, chamando a dupla de "Lula com chuchu". A declaração foi feita durante a convenção nacional do PT, que oficializou a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição.

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"Quero reafirmar meu compromisso de trabalharmos juntos com lealdade e responsabilidade para o bem da nossa população. Há quatro anos, lançamos uma fórmula de sucesso. E quatro anos depois, ela continua no topo das paradas. Lula com chuchu! Vamos, presidente!", brincou Alckmin no Expo Center Norte, em São Paulo.

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A expressão, popularizada nas eleições de 2002 para o governo de São Paulo, era frequentemente usada por adversários para se referir ao ex-tucano, inclusive por Lula antes da aliança.

Durante seu discurso no evento deste domingo, o vice-presidente também mencionou que a união entre ele e Lula visava "salvar a democracia" em meio ao governo anterior de Jair Bolsonaro (PL), que atualmente está preso. "Nossos adversários, ao perderem as eleições, tentaram um golpe de Estado. Tinham como projeto eliminar aqueles que foram eleitos pelo povo", afirmou.

"Quem não acredita no voto popular não deveria nem ser candidato a presidente. A descrença nas urnas é sinal de derrota. A urna eletrônica é tão eficaz que não aceita voto de argentino e americano", completou Alckmin.

O membro do PSB também aproveitou a ocasião para elogiar a "militância aguerrida" do PT. "Sempre admirei", destacou. "Devemos ter princípios, valores, o mesmo programa, mas não precisamos ser iguais. E o PT tem democracia interna no debate", apontou.

A confirmação da candidatura de Lula foi anunciada por volta de 10h pelo presidente nacional do PT, Edinho Silva, que confirmou a homologação da chapa. "Terminou nesse exato momento a nossa convenção oficial e, daqui a pouco, nós vamos dar início ao nosso ato político. Vamos celebrar essa construção política que é histórica, a construção política que vai reeleger o presidente Lula", disse.

Em discurso, o ex-ministro e candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) afirmou que Lula "é motivo de inveja no mundo". "As pessoas gostariam de ter um Lula à sua disposição. Só que o Lula é brasileiro. Só que o Lula é nosso", disse. E acrescentou: "O Brasil está sendo reconstruído e vai continuar seguindo em frente, de cabeça erguida, sem baixar a cabeça para presidente de nenhum outro país, sem botar boné de presidente de nenhum outro país, defendendo os interesses nacionais, independentemente do teor das ameaças que possam nos ser feitas".

Durante participação na convenção do PT, a ex-ministra e candidata ao Senado por São Paulo Simone Tebet (PSB) chamou Flávio Bolsonaro (PL) de "golpista". "Não tem dois democratas disputando a eleição. O lado de lá é extrema direita. É aquele que quer tirar e eliminar direitos já conquistados, que acha que lugar de mulher é só dentro de casa, que discute até o direito do voto feminino. Tal pai, tal filho. Golpista, sempre golpista. E a população brasileira está começando a perceber isso", afirmou a ex-ministra.

Lula repete nestas eleições a chapa vitoriosa de 2022, com Geraldo Alckmin (PSB) como candidato a vice. Alckmin teve a candidatura confirmada na convenção nacional da legenda em Brasília, na quarta-feira (29/7), em evento com a participação do presidente e de líderes partidários.