Mohamed Bzeek, imigrante da Líbia que vive em Los Angeles, nos Estados Unidos, dedica há mais de duas décadas sua vida a acolher crianças em estado terminal no sistema de assistência social do Condado de Los Angeles.
Conhecido por aceitar casos que costumam ser recusados por outras famílias, ele já cuidou de diversas crianças com condições médicas graves e acompanhou a morte de cerca de 10 delas, algumas em seus braços.
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Atualmente, Bzeek cuida de uma menina de 6 anos com um raro defeito cerebral. A criança é cega, surda, sofre convulsões diárias e tem os membros paralisados. Mesmo diante das limitações, ele mantém uma rotina de cuidado constante.
“Eu sei que ela não pode ouvir, não pode ver, mas eu sempre falo com ela. Estou sempre segurando ela, brincando com ela, tocando nela. … Ela tem sentimentos. Ela tem alma. Ela é um ser humano”, disse.
Segundo autoridades locais, casos como o das crianças atendidas por Bzeek são considerados os mais delicados dentro do sistema. Entre cerca de 35 mil menores acompanhados pelo Departamento de Crianças e Serviços Familiares do condado, aproximadamente 600 apresentam necessidades médicas severas.
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De acordo com Melissa Testerman, responsável por encaminhamentos no sistema, há escassez de famílias dispostas a assumir esse tipo de cuidado. “Ele é o único que aceitaria uma criança que possivelmente não sobreviveria”, afirmou.


