
Lula em debate presidencial da Band (Foto: Instagram)
Após a convenção partidária, o PT concentra suas atenções na segunda metade de agosto. Em 16 de agosto, um evento importante em São Bernardo do Campo (SP) dará início à campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e decidirá se o presidente participará do primeiro debate presidencial, agendado para 23 de agosto, pela TV Band.
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A expectativa entre os líderes do partido é de que Lula não compareça ao debate. Liderando as pesquisas e sendo o principal alvo dos adversários, o petista deve se resguardar para o segundo turno, ou participar do debate caso os outros candidatos se aproximem dele nas sondagens eleitorais.
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Por outro lado, acredita-se que a capacidade de oratória e argumentação de Lula supera a de Flávio Bolsonaro (PL), o que pode enfraquecer a campanha do filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Com a provável ausência de Lula no debate, aliados dos candidatos presidenciais Renan Santos, do Missão, e Ronaldo Caiado, do PSD, estão elaborando estratégias para aumentar o apelo de suas candidaturas.
O deputado federal Kim Kataguiri (Missão-SP) afirma que, se Lula não comparecer ao debate, o principal alvo de Renan Santos, do Missão, será Flávio Bolsonaro (PL).
“O alvo do Renan será o Flávio, porque ele é o único que tem coragem de enfrentá-lo”, diz Kataguiri ao Metrópoles. “O Flávio tentará se aliar a [Ronaldo] Caiado (PSD) ou [Romeu] Zema (Novo)”, acrescenta, sugerindo que o filho de Bolsonaro terá uma “escada” no debate.
De acordo com o parlamentar, Caiado e Zema têm muito a perder ao atacar Flávio Bolsonaro, pois participaram de atos bolsonaristas na Avenida Paulista e apoiaram pautas de Jair Bolsonaro, como a anistia aos presos pelos eventos de 8 de janeiro de 2023.
“Os eleitores de Caiado e Zema podem se voltar contra eles (se atacarem Flávio) devido à subserviência já demonstrada (ao bolsonarismo)”, analisa Kataguiri.
O deputado ainda afirma que o desafio de Santos é menor do que o dos adversários, já que o principal problema do presidenciável do Missão, segundo Kataguiri, é o desconhecimento. Para ele, é mais fácil se apresentar a alguém do que mudar a opinião de quem já conhece o candidato, mas precisa ser convencido a votar nele.
O deputado Otoni de Paula (PSD-RJ), que já esteve alinhado ao bolsonarismo e recuou após ser criticado pela aliança com Eduardo Paes (PSD) no Rio, tem outra visão.
O parlamentar carioca acredita que, se Lula não comparecer, Flávio também não deve ir. A ausência dos dois principais candidatos nas pesquisas pode tornar Caiado o grande protagonista do debate da Band.
Para Otoni, assim como Lula, Flávio não deve se desgastar devido à vantagem nas pesquisas. Isso cria um cenário favorável para Caiado demonstrar habilidades oratórias e experiência superiores aos adversários.
Caiado já tem ensaiado um distanciamento do bolsonarismo, fazendo críticas a Flávio. Na convenção do PSD, o presidenciável chamou Flávio Bolsonaro de “candidato kinder ovo”, que sempre apresenta “surpresinhas”, referindo-se às revelações sobre a relação do filho de Bolsonaro com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
A relação de Caiado com o bolsonarismo é inconstante. Médico, o então governador de Goiás entrou em conflito com o ex-presidente Jair Bolsonaro devido à gestão da pandemia de Covid-19. Eles também se enfrentaram em Goiás nas eleições municipais.
Posteriormente, Caiado participou de manifestações bolsonaristas na Avenida Paulista e prometeu que, caso seja eleito, seu primeiro ato como presidente será a anistia dos presos de 8 de janeiro, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro.






