Lance seu negócio online com inteligência artificial e comece a ganhar dinheiro hoje mesmo com o iCHAIT.COM

Hacker vendia acesso a sistemas de governos e tribunais, diz polícia

Date:


Suspeito preso por oferecer dados de governos e policiais na dark web (Foto: Instagram)

O profissional de tecnologia da informação (TI) identificado pela Polícia Civil de São Paulo como um hacker especializado em invadir sistemas governamentais, vendendo informações confidenciais, oferecia um portfólio a clientes na internet profunda, conhecida como deep ou dark web.

++ Sistema de IA revela como gente comum está criando renda passiva no automático

Leonardo do Carmo da Silveira Costa, com 46 anos, foi alvo de medidas judiciais na manhã da última quinta-feira (07/05) em sua casa, localizada em uma área rural de Minas Gerais. Além disso, um mandado de busca e apreensão foi cumprido no local onde ele mantinha um data center com dados confidenciais sobre governos, polícias e tribunais, em Belo Horizonte.

++ Jovem mata o padrasto para defender a mãe e o inesperado acontece

Leonardo do Carmo tinha acesso a sistemas da Polícia Civil paulista, da Controladoria Geral do Estado de São Paulo, do governo paulista, da Prefeitura de São Paulo, de Tribunais de Justiça de Goiás, Tocantins, além da PM goiana.

“COMO UM SUPERMERCADO”
Uma investigação da Polícia Civil paulista indica que Leonardo do Carmo usava sua experiência profissional, iniciada na década de 1990, para acessar sistemas públicos e deles vender credenciais de acesso, registros internos e informações pessoais de servidores e autoridades.

“Ele mantinha uma ‘loja’ na deep e dark web, oferecendo pacotes de produtos, como um supermercado”, disse uma fonte que acompanha o caso, em condição de sigilo.

Os valores cobrados dos clientes variavam conforme o tipo de produto oferecido no portfólio, podendo custar centavos ou milhões. A cobrança para o vazamento de uma lista com nomes, endereços e telefones de um grupo profissional, como de policiais, por exemplo, era cobrada por pessoa citada. “Uma relação com 10 mil pessoas, por exemplo, a R$ 1 cada, renderia R$ 10 mil ao hacker”.

O volume de vendas era constante e estima-se que Leonardo do Carmo tenha faturado milhões com o esquema, pago mediante criptomoedas. O montante movimentado pelo suspeito ainda é apurado.

Para a Polícia Civil paulista, a prática reiterada de crimes digitais atribuídos ao hacker representa “um risco concreto à segurança da informação institucional”.

Ele responde ao caso em liberdade, mas com medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica, suspensão do direito de dirigir, de sair do país e proibição de acessar a internet. A defesa dele não foi localizada. O espaço segue aberto para manifestações.

ENTENDA O MODUS OPERANDI:

  • Exploração de falhas em servidores: Leonardo do Carmo, segundo a polícia, identificava e explorava falhas em servidores de TI, utilizando tanto infraestrutura própria quanto servidores virtuais de terceiros.
  • Uso de artefatos maliciosos: desenvolvia e empregava malwares (softwares maliciosos) equipados com mecanismos de comando e controle.
  • Invasões cibernéticas: realizava invasões para extrair dados sigilosos, informações pessoais, funcionais e credenciais de acesso de sistemas de órgãos públicos estaduais.
  • Comercialização com criminosos: os dados subtraídos eram posteriormente negociados em fóruns clandestinos da internet voltados para crimes digitais.

QUEM É O HACKER
Segundo a polícia, o hacker é profissional da área de tecnologia da informação (TI) desde 1990. Além da atuação criminosa, ele já exerceu funções relacionadas ao desenvolvimento de sistemas, infraestrutura tecnológica, automação, gestão de tecnologia da informação e consultoria especializada em empresas privadas.

As investigações também apontam indícios de um possível vínculo entre o hacker e Francisco Bruno de Sousa Costa, conhecido no meio cibernético como “BRTurbo”.

Ele já foi preso pela Polícia Federal (PF) por explorar vulnerabilidades em sistemas do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran/DF), faturando R$ 30 milhões, e teria compartilhado conhecimento técnico criminoso com Leonardo do Carmo.

Share post:

Assine

Popular

Notícias Relacionadas
Related

Casal mineiro descobre condição rara após adoção de Miguel

Alessandra, Gabriel e Miguel celebram...

Deputados propõem lei para uso de benefício estudantil em investimentos financeiros

Cartão do programa Pé-de-Meia apresentado...
Translate »