União Brasil e PP rompem com Douglas Ruas e PL no Rio, enfraquecendo Flávio Bolsonaro

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Deputado estadual discursa em convenção partidária no Rio de Janeiro. (Foto: Instagram)

A federação União Progressista, composta por União Brasil e PP, decidiu na tarde desta terça-feira (4/8) não apoiar a candidatura do deputado estadual Douglas Ruas (PL) ao governo do Rio de Janeiro.

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Durante a convenção estadual, ambos os partidos optaram por manter uma postura neutra na disputa pelo Palácio Guanabara, encerrando a aliança previamente anunciada em fevereiro.

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A decisão foi tomada um dia antes do término do prazo para as convenções partidárias, que se encerra nesta quarta-feira (5/8), reduzindo as chances de Ruas conseguir novos aliados e reformular a chapa.

Agora, a expectativa é que o PL confirme uma chapa composta exclusivamente por membros do partido, conhecida como "puro-sangue", com candidatos próprios para vice-governador e para a segunda vaga ao Senado.

Essa decisão representa mais um golpe para o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato do partido à Presidência e um dos principais apoiadores da candidatura de Ruas.

O Rio de Janeiro, sendo o reduto político da família Bolsonaro, tinha a aliança com a federação como uma estratégia para fortalecer a campanha estadual e aumentar a presença presidencial no estado.

O rompimento também frustra os planos do PL no Rio, que até os últimos dias contava com a manutenção do acordo feito no início do ano.

Na semana passada, o presidente estadual do PL, deputado Altineu Côrtes, afirmou ter recebido garantias de que União Brasil e PP continuariam na chapa de Douglas Ruas.

A decisão surge após várias mudanças que enfraqueceram a candidatura do PL. O ex-prefeito de Nova Iguaçu, Rogério Lisboa (PP), anunciado como candidato a vice-governador, desistiu da disputa. Com isso, Ruas chegou à convenção sem um nome definido para a vaga.

Na segunda-feira (3/8), outro aliado também deixou o projeto. O ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella (União), indicado para disputar o Senado, anunciou que desistiu da candidatura e tentará uma vaga na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

CHAPA PURA DO PL
Sem Canella e sem o apoio da federação, o PL deve preencher as vagas de vice-governador e da segunda candidatura ao Senado com membros do próprio partido.

De acordo com fontes do partido, o deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) deve ser anunciado como candidato ao Senado ao lado do senador Carlos Portinho (PL-RJ), que já havia sido escolhido para disputar a reeleição.

A expectativa, conforme esses dirigentes, é que a vereadora de Niterói, Fernanda Louback (PL), seja anunciada como candidata a vice.

Além de reduzir o espaço político de Douglas Ruas, a decisão dificulta ainda mais a tentativa do candidato de ampliar sua base eleitoral durante a campanha, já que ele aparece atrás do ex-prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), nas pesquisas.

A aliança com União Brasil e PP era considerada estratégica pelo PL, pois reunia dois partidos com forte presença no estado.

A neutralidade adotada no Rio segue o movimento da União Progressista no cenário nacional. A federação também decidiu não apoiar a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro, rejeitando a aliança defendida pelo senador.

Com isso, União Brasil e PP também deixaram de indicar o candidato a vice na chapa presidencial do PL, como era o desejo do partido nas negociações lideradas por Flávio Bolsonaro.