
Procurador-geral do Trabalho Gláucio Araújo de Oliveira em entrevista (Foto: Instagram)
O procurador-geral do Trabalho, Gláucio Araújo de Oliveira, afirmou em entrevista ao Metrópoles que o assédio eleitoral pode ocorrer tanto no setor privado quanto no governo.
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"Na fábrica, muitas vezes, imposições como uso de camiseta ou pressão para apoiar um candidato preferido pelo empregador configuram assédio eleitoral. De modo similar, na administração pública, o gestor pode ameaçar servidores com perda de cargos comissionados ou exoneração de não efetivos", explicou.
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Até esta terça-feira (4/8), o Ministério Público do Trabalho (MPT) recebeu 131 denúncias de assédio eleitoral em 2026. Caso a investigação confirme o assédio, o MPT pode emitir recomendações, solicitar que o empregador assine um Termo de Ajustamento de Conduta ou entrar com ação civil pública, o que pode resultar em indenização por dano moral coletivo.
Durante a entrevista, Gláucio Araújo de Oliveira também comentou sobre a justificativa dos Estados Unidos para a tarifa de 12,5% sobre produtos brasileiros, alegando falhas no combate ao trabalho forçado.
"O Brasil é reconhecido mundialmente pelo combate ao trabalho escravo, com forças-tarefas do Ministério do Trabalho, Ministério Público, Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal. Há operações semanais em várias regiões do país", afirmou.
Gláucio Araújo de Oliveira também defendeu o fim da escala 6×1, um tema polêmico já aprovado na Câmara dos Deputados e aguardando decisão do Senado. Ele acredita que a escala 5×2 será "benéfica para o Brasil".
"Somos a favor do fim da 6×1. O deslocamento para o trabalho nos grandes centros causa desgaste físico e psicológico. O transporte público é deficiente, o que afeta a produtividade", declarou.
Para o procurador-geral, é possível ajustar a jornada de trabalho sem afetar a economia.
"Acreditamos que a produtividade dos trabalhadores vai melhorar. O remanejamento dos turnos é viável. Estamos vendo muitos casos de doenças mentais e acidentes de trabalho. É necessário desacelerar o ritmo de trabalho. Não vejo problemas econômicos", disse.
Na entrevista, ele também mencionou que a monetização de trabalho infantil nas redes sociais requer autorização judicial e explicou o que caracteriza vínculo empregatício em plataformas digitais. Assista à entrevista completa:
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