
Retrato de María Lourdes Afiuni com a bandeira da Venezuela (Foto: Instagram)
Após quase vinte anos, o governo venezuelano encerrou o caso contra María Lourdes Afiuni, libertando a juíza que estava em prisão domiciliar. A informação foi divulgada na sexta-feira (7/8) por familiares da magistrada.
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Afiuni foi presa em 2009, quando o então presidente Hugo Chávez ordenou sua detenção após ela decidir pela soltura de um banqueiro preso desde 2007, acusado de operações ilegais de câmbio. Eligio Cedeño fugiu para os Estados Unidos após pagar fiança.
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Na ocasião, Chávez criticou Afiuni publicamente e pediu que a juíza fosse condenada a 30 anos de prisão. A magistrada, porém, afirmou que sua decisão baseou-se na lei venezuelana, que proibia detenções sem sentença por mais de dois anos — como era o caso de Cedeño.
Contudo, a versão de Afiuni não foi aceita pelo líder chavista, resultando em sua prisão poucas horas após a libertação do banqueiro. Inicialmente, a juíza foi levada ao Instituto Nacional de Orientação Feminina (INOF), onde relatou ter sofrido torturas e abusos que afetaram sua saúde.
Devido a esses problemas, ela foi transferida para prisão domiciliar em 2011. Em 2013, Afiuni obteve liberdade condicional, mas foi novamente condenada em março de 2019 a mais cinco anos de prisão sob a acusação de "corrupção espiritual".
A libertação da juíza coincide com o momento em que o governo venezuelano, liderado por Delcy Rodríguez, está em diálogo com a oposição — as primeiras conversas em mais de uma década.






