
Tanmaxxing em alta: bronze intenso vira moda, mas alerta para os riscos à saúde (Foto: Instagram)
O tanmaxxing é uma moda que tem ganhado força nas redes sociais, incentivando as pessoas a buscarem um bronzeado mais intenso, geralmente através de exposição solar prolongada e repetida. O termo vem da ideia de "maximizar" o bronzeamento da pele e é popularizado em vídeos no TikTok e Instagram.
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Influenciadores compartilham rotinas para "potencializar" o bronzeado, incluindo longos períodos ao sol, uso reduzido de protetor solar e até câmaras de bronzeamento artificial. Dermatologistas alertam que essa busca estética ignora os riscos à saúde.
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O dermatologista Herbert Amaral, do Hospital Santa Paula, da Rede Américas, destaca que a popularidade da prática está ligada à associação cultural do bronzeado com beleza e saúde. "Nas redes sociais, o bronzeado é visto como sinônimo de estilo de vida saudável, mas muitos conteúdos ignoram os riscos da radiação ultravioleta", ele ressalta.
Apesar de muitas pessoas acharem que o bronzeado traz uma aparência saudável, especialistas explicam que ele é, na verdade, uma reação de defesa da pele à radiação solar. "O bronzeado ocorre devido a danos celulares causados pela radiação ultravioleta, e a pele produz mais melanina como proteção", explica Amaral.
A exposição excessiva ao sol pode causar queimaduras, manchas, perda de elasticidade e envelhecimento precoce da pele. Em casos mais graves, pode levar à desidratação, insolação e danos aos olhos.
A dermatologista Paola Canabrava, do Hospital Santa Lúcia Norte, alerta para o aumento do risco de câncer de pele com o bronzeamento excessivo. "Todos os tipos principais de câncer de pele podem ter sua incidência aumentada com o excesso de bronzeamento, especialmente quando há queimaduras, que provocam alterações no DNA das células", afirma.
Os danos causados pelo sol podem acumular-se ao longo do tempo, manifestando-se anos depois como manchas, rugas e alterações na textura da pele.
Para reduzir o risco de câncer de pele, é importante observar alterações incomuns na pele, como novas pintas ou mudanças em características existentes. Sinais e manchas atípicas devem ser avaliados por profissionais de saúde.
O Cancer Research UK recomenda três medidas essenciais para reduzir o risco de câncer de pele: ficar na sombra em horários de maior incidência de raios UV (entre 11h e 15h), usar roupas adequadas, óculos de sol e chapéus de abas largas, e aplicar protetor solar regularmente, com FPS 30 no mínimo.
Especialistas afirmam que não existe um bronzeamento totalmente seguro, mas algumas medidas podem ajudar a minimizar os danos causados pela exposição solar. "É importante limitar o tempo de exposição, manter a hidratação e usar protetor solar", orienta Paola. Ela destaca que sinais como vermelhidão intensa, ardência e bolhas indicam que a pele já sofreu agressão significativa.
Além da exposição solar, a dermatologista adverte sobre o uso de câmaras de bronzeamento artificial, ainda promovidas nas redes sociais. "Essas câmaras aumentam muito o risco de câncer de pele, podendo ser ainda mais perigosas que a exposição solar tradicional", afirma.
Os danos da radiação ultravioleta podem surgir gradualmente. A dermatologista Vanessa Gheno, do Grupo Adriana Vilarinho, explica que manchas, rugas precoces e perda do viço da pele são sinais comuns. "Também podemos observar flacidez, aumento da vascularização e afinamento progressivo da pele", diz.
Ela reforça que o cuidado não significa evitar completamente o sol, mas respeitar limites e horários mais seguros. "Não é preciso se esconder do sol. O importante é evitar horários de radiação intensa, usar protetor solar e acessórios de proteção, como chapéus e óculos escuros", afirma.


