
General Walter Souza Braga Netto durante audiência por videoconferência (Foto: Instagram)
O general Walter Souza Braga Netto, condenado por tentativa de golpe de Estado, foi convocado para prestar depoimento como testemunha em um caso de desvio de armas do Exército no Rio de Janeiro.
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Ex-ministro da Defesa e da Casa Civil, além de ex-candidato a vice-presidente na chapa de Jair Bolsonaro (PL), Braga Netto cumpre pena de 26 anos de prisão no Rio de Janeiro.
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O general foi citado como testemunha pela defesa de um tenente-coronel que liderava o setor de fiscalização de armas da 1ª Região Militar, abrangendo Rio de Janeiro e Espírito Santo.
O tenente-coronel Alexandre de Almeida é acusado de desviar armas destinadas à destruição ou reintegração ao suprimento da Força. Segundo o Ministério Público Militar, parte do armamento pertencia a militares da reserva ou já falecidos.
De acordo com o MP Militar, para ocultar a origem das armas, o oficial inseria dados falsos no sistema do Exército. As armas eram registradas em seu nome ou de terceiros e depois repassadas a outras pessoas.
Os eventos ocorreram entre 2016 e 2018, quando Braga Netto comandava a 1ª Região Militar. A defesa de Almeida afirma que ele seguia ordens superiores ao rebater as acusações de envolvimento nas ilegalidades.
O depoimento de Braga Netto está agendado para 10 de novembro e ocorrerá por videoconferência. Apesar da data marcada, a autorização depende do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que supervisiona a pena do general.
A coluna não conseguiu contato com a defesa do tenente-coronel.
A denúncia do MPM também indica que o tenente-coronel usou parte das armas desviadas para pagar por uma reforma em sua casa, cujo serviço de marcenaria custou cerca de R$ 21,5 mil.
Conforme o marceneiro mencionado na investigação, o tenente-coronel alegou falta de dinheiro e ofereceu armas como pagamento. Os armamentos foram entregues com registros e documentos já em nome do profissional.
Outras pessoas também teriam recebido armas desviadas, enfrentando acusações de receptação, posse ilegal de arma de fogo e uso de documento falso.






