
Figura pensativa em evento sob iluminação azul (Foto: Instagram)
Ministros do governo de Lula demonstraram "indignação" após receberem o relatório do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), que sugere a imposição de uma tarifa de 25% sobre as importações brasileiras, alegando práticas "irrazoáveis".
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Nos bastidores, os ministros envolvidos no assunto acreditam que a recomendação segue a mesma linha do tarifaço anunciado pelo governo Trump em 2025, refletindo pressões de setores econômicos que discordam das políticas adotadas pelo Brasil.
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A percepção dos auxiliares de Lula é que interesses relacionados ao Pix, à regulação das big techs e às políticas ambientais estão por trás das críticas no relatório da USTR, divulgado na noite de segunda-feira (1º/6).
"Sabemos quem está por trás dessas teses", disse à coluna, sob condição de anonimato, um ministro influente do governo. Para o governo de Lula, a recomendação é "péssima", mas poderia ser ainda pior. Os ministros lembram que os EUA já propuseram uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros e temiam que a nova recomendação pudesse repetir esse nível.
A reação oficial do governo ao relatório da USTR será discutida em diversas reuniões na terça-feira (2/6). A coluna apurou que os ministros Dário Durigan (Fazenda) e Márcio Elias Rosa (MDIC) devem se encontrar ao longo do dia para tratar do assunto.
Membros da equipe de Lula enfatizam que, por enquanto, o relatório não gera efeitos concretos. O documento é apenas uma recomendação dentro do processo conduzido pelas autoridades americanas e será debatido nos EUA.
A decisão final sobre a aplicação da tarifa está prevista para 15 de julho, data considerada crucial pelo governo brasileiro. Segundo assessores presidenciais, não há expectativa de adiamento do cronograma pelos Estados Unidos.
Até lá, a estratégia do governo será intensificar as articulações diplomáticas e monitorar os desdobramentos da discussão, buscando evitar que a recomendação se torne uma medida efetiva contra as exportações brasileiras.


