A defesa de Emerson da Silva Ramos, ex-empresário de MC Guimê, se pronunciou a respeito da decisão judicial que determinou sua prisão. Conforme revelado com exclusividade pela coluna Fábia Oliveira, em decisão do dia 1º de maio, a juíza Ana Paula Mezher Mattar, da 2ª Vara Criminal de Osasco, do Tribunal de Justiça de São Paulo, expediu um mandado de prisão contra ele.
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Em nota enviada à coluna, assinada pelo advogado Robson Cyrillo, foi informado que “a defesa aguarda julgamento de Habeas Corpus no Superior Tribunal de Justiça, marcado para o dia 09 de junho de 2026, onde se discutirá a legalidade do mandado de prisão atualmente em vigor”.
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Ainda na nota, o advogado destacou que “a defesa confia que a controvérsia jurídica será analisada com a cautela e a profundidade necessárias, reafirmando total respeito às instituições e plena confiança no Poder Judiciário”.
Leia a nota na íntegra:
“A defesa de EMERSON DA SILVA RAMOS, em razão das informações divulgadas sobre a existência de Mandado de Prisão em aberto em seu desfavor, vem a público prestar os seguintes esclarecimentos:
Inicialmente, destaca-se que o caso decorre de processo originado no ano de 2018, sendo que, neste momento, a defesa aguarda julgamento de Habeas Corpus no Superior Tribunal de Justiça, marcado para o dia 09 de junho de 2026, onde se discutirá a legalidade do mandado de prisão atualmente em vigor.
No writ constitucional impetrado, a defesa sustenta fundamentos jurídicos consistentes quanto à necessidade de revisão da medida constritiva, com observância do devido processo legal, da ampla defesa e das garantias constitucionais aplicáveis.
A defesa confia que a controvérsia jurídica será analisada com a cautela e a profundidade necessárias, reafirmando absoluto respeito às instituições e plena confiança no Poder Judiciário.
Por fim, a defesa manifesta expectativa de acolhimento da tese jurídica apresentada, com a consequente revogação do mandado de prisão, reafirmando sua confiança na Justiça”.
ENTENDA O CASO
Emerson foi condenado pelos crimes de estelionato e corrupção ativa após utilizar a linha telefônica de um médico de maneira fraudulenta. Ele teria realizado operações em nome da vítima usando uma identidade falsa. No momento da prisão, Emerson ofereceu R$ 2 mil aos policiais para que o liberassem.
A condenação foi proferida em sentença datada de maio de 2021, após a juíza competente entender que a materialidade e a autoria dos crimes estavam comprovadas documentalmente e por meio de depoimentos das testemunhas.
Na decisão de 1º de maio, a juíza Ana Paula Mezher Mattar, da 2ª Vara Criminal de Osasco, do Tribunal de Justiça de São Paulo, ordenou a expedição de mandado de prisão contra Emerson Ramos.
Após a sentença e o processamento dos recursos, o ex-empresário de Guimê cumprirá, em regime fechado, a pena de 4 anos, 3 meses e 21 dias de reclusão. A condenação já transitou em julgado, ou seja, tornou-se definitiva e não permite novos recursos. Emerson também deverá pagar 26 dias-multa, que ainda será calculado.
Procurada pela coluna Fábia Oliveira, a assessoria de MC Guimê informou que Emerson não é mais empresário do cantor e nem presidente do Instituto Guimê há algum tempo. De acordo com a equipe, atualmente o empresário do artista é Dr. Rogerio de Oliveira Lourenço e a presidente da instituição é Maria José Pereira Serra.


