
Polícia Federal deflagra Operação Narco Sky contra rota marítima de cocaína (Foto: Instagram)
Nesta terça-feira (2/6), a Polícia Federal (PF) realizou a Operação Narco Sky, visando uma organização criminosa que usava apelidos como Pirata e Fisherman para discutir a logística do tráfico de cocaína do Brasil para o exterior. O grupo utilizava codinomes para ocultar as comunicações e facilitar o tráfico internacional por rotas marítimas.
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Os criminosos se comunicavam por meio de um aplicativo de mensagens criptografadas, onde cada membro tinha um papel específico na operação. Na terça-feira, dez pessoas foram alvos de mandados de prisão preventiva, sendo que cinco já estavam detidas desde a fase anterior, a Operação Narco Vela.
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A investigação identificou diversos indivíduos envolvidos, incluindo Antun Mrdeza, conhecido como Jhon Gotti, e Alejandro Salgado Vega, chamado de Tigre. Eles são apontados como figuras centrais no financiamento e coordenação das remessas de cocaína para a Europa.
No chat, os traficantes discutiam a organização das cargas e trocavam frequentemente de dispositivos para evitar rastreamento. Após combinar o envio, utilizavam aeronaves para transportar a droga até o litoral, onde era transferida para embarcações marítimas.
A droga era escondida em navios mercantes ou veleiros, sendo içada a bordo com cordas. O grupo pagava tripulantes para ocultar a cocaína em contêineres refrigerados, utilizando bolsas estanques e dispositivos de GPS para monitorar as cargas.
Os criminosos também coordenavam o resgate da droga em portos europeus através de chats, com operações em locais como Ancona, na Itália, e Antuérpia, na Bélgica.
A Operação Narco Sky é um desdobramento da Narco Vela, uma das principais investigações da PF contra o tráfico internacional de drogas por rotas marítimas. Foram cumpridos mandados nos estados de São Paulo, Rio Grande do Sul e Pará.
A Polícia Federal destacou a complexidade da estrutura criminosa, que utilizava embarcações e rotas marítimas internacionais para o tráfico de drogas. As ordens judiciais foram expedidas pela 5ª Vara Federal de Santos (SP).
Na operação Narco Vela, deflagrada em abril de 2025, Marco Aurélio de Souza, o Lelinho, foi identificado como um dos principais articuladores do tráfico de cocaína do PCC para a Europa. Ele teria enviado 2 toneladas da droga para a Espanha em julho de 2022.
Lelinho montou uma frota de pequenas embarcações para transportar a cocaína até veleiros em alto-mar, que realizavam a travessia pelo Oceano Atlântico. A operação revelou indícios de que ele utilizava sua posição empresarial para dissimular atividades ilícitas.


