Kalil enfraquece campanha de Patrus em Minas, gerando divisão na esquerda

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Alexandre Kalil em evento de campanha em Belo Horizonte (Foto: Instagram)

Belo Horizonte – O Partido dos Trabalhadores (PT) de Minas Gerais enfrenta dificuldades com alianças que pareciam firmes no estado. A mais recente, divulgada na segunda-feira (10/8), refere-se a uma tensão interna na federação PSol-Rede, onde parte dos membros defende que o grupo apoie a candidatura ao governo mineiro do ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT) em vez do deputado federal Patrus Ananias (PT).

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A Rede, sendo a maioria na federação em Minas, decidiu apoiar o pedetista. Por outro lado, o PSol de Minas pretende recorrer à direção nacional, onde possui mais influência, argumentando que aliar-se ao PSDB de Aécio Neves contradiz os princípios do partido.

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A situação ameaça a candidatura ao Senado de Áurea Carolina, anunciada na chapa de Patrus. Se o apoio a Kalil prevalecer, ela poderá ter que concorrer de forma independente. Quanto à eleição presidencial, tanto a federação PSol-Rede quanto o PDT apoiam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Kalil, no entanto, não planeja ceder seu palanque a Lula em Minas.

O PSB apoia Patrus, mas a aliança foi resultado de pressão da direção nacional e de lideranças como o senador Rodrigo Pacheco. Alguns membros do PSB, incluindo ex-prefeitos e prefeitos, preferiam apoiar Kalil, lançar candidatura própria ou até apoiar Mateus Simões (PSD).

Nas pesquisas, Kalil aparece melhor posicionado que Patrus, frequentemente em segundo lugar, atrás de Cleitinho Azevedo.

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