PT e Lula intensificam ataques a Flávio Bolsonaro em meio a escândalo e tarifas

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Lula e Flávio Bolsonaro em frente à bandeira nacional (Foto: Instagram)

A quatro meses das eleições, o Partido dos Trabalhadores (PT) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) têm aumentado os ataques ao senador e pré-candidato à presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), após o escândalo envolvendo o Banco Master e a possível imposição de novas tarifas pelo governo de Donald Trump, dos EUA, contra o Brasil.

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A estratégia é uma repetição de métodos antigos para desgastar a imagem de adversários, já utilizada em eleições passadas. A ofensiva ganhou força após a divulgação de conversas entre Flávio e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, sobre o financiamento do filme Dark Horse, que narra a trajetória política de Jair Bolsonaro (PL).

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A crise na pré-campanha de Flávio se agravou com o anúncio do governo Trump de possíveis novas tarifas sobre importações brasileiras, que podem chegar a 37,5%. O PT aproveitou para intensificar a ofensiva contra Flávio, usando o termo “Tariflávio” nas redes sociais. O presidente Lula criticou duramente o senador em um evento em Goiás, chamando-o de “covarde” e “imbecil”.

Especialistas consultados pelo Metrópoles veem semelhanças entre a atual ofensiva e a tática usada em 2014 contra Marina Silva, do PSB. Naquele ano, uma campanha intensa enfraqueceu a candidatura de Marina, que terminou com 21% dos votos. O cientista político Hilton Fernandes aponta que Flávio, assim como Marina, tem pontos de fragilidade que a campanha de Lula explora, como o desconhecimento do público sobre ele.

Pesquisas de intenção de voto realizadas após a divulgação das conversas entre Flávio e Vorcaro mostram que Lula se distanciou do filho de Jair Bolsonaro. Segundo o Datafolha, Lula tem 47% das intenções de voto contra 43% de Flávio no segundo turno. A Real Time Big Data aponta 45% para Lula e 40% para Flávio, enquanto a Vox Brasil mostra 42,1% para Lula e 33,6% para Flávio.

O cientista político André César destaca que a campanha de desgaste de reputações segue uma “estrutura básica” semelhante ao que foi feito em 2022 contra Jair Bolsonaro. A antecipação dessa guerra de narrativas é um ponto que difere de disputas anteriores, podendo diminuir o impacto até as eleições, a menos que novos fatos surjam.

Para Flávio Bolsonaro, o desafio é resgatar as estratégias da campanha vitoriosa de seu pai em 2018, usando a capilaridade nas redes sociais e o conhecimento do uso político da internet a seu favor.

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