Israel e Irã trocam ataques após cessar-fogo de abril

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Coluna de fumaça sobre Teerã após ataque israelense (Foto: Instagram)

As Forças de Defesa de Israel (FDI) anunciaram nesta segunda-feira (8/6) que realizaram ataques contra "alvos militares" no oeste e centro do Irã, poucas horas após Teerã ter disparado mísseis contra Israel. Este ataque iraniano foi uma retaliação aos ataques israelenses direcionados ao grupo xiita Hezbollah no Líbano.

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A agência de notícias iraniana Fars relatou explosões em áreas das cidades de Teerã, Isfahan e Tabriz. A ofensiva de Israel ocorreu após o Irã ter lançado, no domingo (7/6), várias salvas de mísseis contra Israel, conforme informou a televisão estatal iraniana Irib. Este foi o primeiro ataque de Teerã a Tel Aviv desde o cessar-fogo acordado em abril.

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A emissora exibiu imagens de mísseis cruzando o céu da província de Kermanshah, enquanto pessoas comemoravam nas ruas. Citando fontes das forças armadas iranianas, a TV destacou que, caso Israel responda aos ataques ou continue suas ações no Líbano, os ataques do Irã prosseguirão. Um dos alvos foi a base aérea Ramat David, situada ao sul de Haifa.

A Guarda Revolucionária do Irã classificou o ataque como um "aviso", alertando que, se o conflito se intensificar, as respostas serão mais abrangentes, incluindo todos os alvos americanos-sionistas na região.

O Exército de Israel afirmou ter interceptado todos os mísseis lançados pelo Irã, mas alertou que a defesa não é completamente segura. Explosões foram ouvidas no norte de Israel, sem comentários imediatos do Hezbollah, que geralmente ataca a região. Não há relatos de feridos.

O Irã já havia avisado que tomaria medidas se os ataques de Israel ao Líbano persistissem, entendendo que o cessar-fogo com os EUA em 8 de abril inclui o país árabe. As forças israelenses asseguraram ter interceptado todos os mísseis iranianos lançados no domingo.

Nesta segunda-feira, as FDI também mencionaram a detecção de uma nova salva de mísseis vindos do Irã, a sexta desde a recente escalada de combates iniciada no dia anterior.

"Recentemente, as FDI identificaram mísseis lançados do Irã em direção ao território de Israel. Sistemas de defesa estão ativos para interceptar a ameaça", disseram as forças militares israelenses.

Esta nova escalada nos combates ameaça as negociações lideradas pelos Estados Unidos para conter o conflito no Oriente Médio.

Os mísseis iranianos foram lançados no domingo como retaliação ao ataque israelense realizado horas antes contra dois edifícios na região de Dahiye, no sul de Beirute, onde pelo menos duas pessoas morreram e 20 ficaram feridas. Israel afirmou que a operação visava um quartel do Hezbollah.

O bombardeio de Israel a Beirute, sem aviso prévio, contrariou os apelos do governo americano, que busca negociar com o Irã. O regime em Teerã, aliado do Hezbollah, condiciona um acordo de paz ao fim da ofensiva israelense no Líbano.

Israel, por sua vez, afirmou que reagiu a um ataque do Hezbollah ao norte de Israel no mesmo dia.

A recente escalada de tensões ocorre poucos dias após os governos do Líbano e de Israel concordarem com um cessar-fogo em negociações mediadas pelos EUA, que o Hezbollah rejeitou.

Após o lançamento dos mísseis iranianos, o presidente dos EUA, Donald Trump, declarou à Fox News seu desejo de ver Teerã de volta às negociações. Ele também afirmou que o ataque de Israel ao Líbano não foi coordenado com Washington. "Não estou feliz com isso", comentou sobre Tel Aviv.

De acordo com o portal Axios, Trump conversou por telefone com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, pedindo que não responda aos mísseis iranianos.

"Cada um teve seu momento. Israel realizou seu bombardeio, e o Irã o seu. Não precisamos de outro", disse, acrescentando que está "muito perto" de um acordo final com o Irã. "Não quero que tudo vá por água abaixo por causa do que está acontecendo agora."

"As forças dos EUA no Oriente Médio permanecem vigilantes e prontas", publicou o Comando Central dos EUA no X pouco antes dos lançamentos de mísseis iranianos.

Repórteres da Associated Press relataram explosões no céu de Damasco. A mídia estatal síria atribuiu os estrondos às defesas aéreas israelenses.

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