
Homem vestindo camisa verde e amarela interage com apoiadores em meio a seguranças (Foto: Instagram)
A AtlasIntel se pronunciou nesta segunda-feira (8/6) sobre a decisão do ministro Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que ordenou a suspensão da última pesquisa realizada pelo instituto. Essa decisão foi tomada após uma representação do Partido Liberal (PL), que solicitou a interrupção do levantamento.
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A pesquisa em questão foi divulgada no dia 19 de maio e indicava uma queda nas intenções de voto do senador Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pela presidência. O levantamento foi feito após a revelação do vínculo do senador com o banqueiro Daniel Vorcaro e refletia a opinião dos eleitores sobre o assunto.
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Em nota, o instituto afirmou que os áudios entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro só foram apresentados aos eleitores após a conclusão da pesquisa. Nos diálogos, o senador solicitava dinheiro ao banqueiro para financiar a cinebiografia de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
“É crucial destacar que a pesquisa foi realizada sem que o áudio em questão fosse reproduzido para os respondentes durante a aplicação do questionário”, destacou a nota.
A empresa continua: “Após o término definitivo do questionário — sem possibilidade de retorno ou alteração das respostas — os participantes eram direcionados a uma página separada, onde podiam registrar suas reações ao ouvir o áudio”.
A AtlasIntel também expressou confiança no Tribunal Eleitoral. “Estamos confiantes de que a situação será esclarecida com base na análise técnica dos fatos e da metodologia utilizada, e confiamos no TSE para confirmar a robustez técnica e a legalidade do estudo”, declarou em nota.
ENTENDA O CASO
No dia 19 de maio de 2026, a AtlasIntel divulgou uma pesquisa que mostrava Lula com 48,9% das intenções de voto, enquanto Flávio tinha 41,8%. Em um levantamento anterior, ambos estavam tecnicamente empatados no segundo turno, com ligeira vantagem para Flávio Bolsonaro, que tinha 47,8%, contra 47,5% de Lula.
A pesquisa mais recente foi realizada após a divulgação dos áudios que mostram Flávio Bolsonaro pedindo dinheiro a Daniel Vorcaro. Os valores seriam para financiar o filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Vorcaro está preso desde 4 de março e é investigado por uma das maiores fraudes financeiras do país. Na pesquisa, os eleitores responderam a perguntas sobre o caso, incluindo: “Na sua opinião, a divulgação das conversas entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro enfraqueceu ou fortaleceu a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência?”.
No mesmo dia, Flávio Bolsonaro recorreu ao TSE para suspender a pesquisa. Em nota, o partido de Flávio alegou que “a ação questiona a metodologia adotada no levantamento e alega que o questionário foi estruturado para induzir uma percepção negativa sobre Flávio Bolsonaro”. O instituto negou as acusações.
Na nota desta segunda, a AtlasIntel também mencionou o padrão observado em pesquisas de outros institutos após o caso contestado por Flávio Bolsonaro. “Isso reforça que os resultados captados pela pesquisa refletiam uma dinâmica real da opinião pública naquele momento, e não qualquer forma de contaminação metodológica”, afirmou o instituto.
Por outro lado, Nunes Marques, ao suspender a divulgação da pesquisa, disse ter visto “indícios relevantes de comprometimento da metodologia da pesquisa”.
Ele também destacou que a concessão da tutela de urgência visa proteger “a lisura do processo eleitoral e assegurar uma análise mais aprofundada sobre a regularidade do questionário e dos critérios para a realização de pesquisas, quando houver indício de manipulação ou lesão à legitimidade do pleito”, conforme trecho da decisão.



