Cali amanhece sob toque de recolher e ameaça de saques após terremoto

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Resgate noturno entre escombros em Cali após forte tremor (Foto: Instagram)

Uma das cidades mais importantes da Colômbia, Cali, com mais de 2,2 milhões de habitantes, iniciou o dia sob toque de recolher e com a presença do Exército colombiano nas ruas nesta terça-feira (11/8). Isso ocorre em meio aos esforços de busca e resgate após um terremoto de magnitude 7,4 atingir o país na segunda-feira.

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O toque de recolher, decretado pelo prefeito Alejandro Eder, foi válido das 20h de segunda-feira (10/8) até as 6h desta terça-feira, no horário local (8h no horário de Brasília).

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"Estamos enfrentando alertas e ameaças de saques em várias áreas de Cali. Nossa prioridade é proteger os cidadãos e focar todos os esforços em salvar vidas. Estas primeiras 48 horas são cruciais. Pedimos que fiquem em casa, respeitem o toque de recolher e mantenham a solidariedade", afirmou Eder ao anunciar a medida.

Mais de mil militares estão nas ruas de Cali, ajudando nos esforços de resgate. Conforme o último relatório da prefeitura, Cali conta com 239 pessoas presas, 949 feridas e 95 mortes. Além disso, 45 estruturas sofreram colapso total ou parcial, e 93 edifícios e residências foram danificados.

🇨🇴 Já estão em Cali os 400 soldados do @COL_EJERCITO para reforçar a segurança após o terremoto.

São 1.000 homens presentes nos 40 pontos mais afetados, enquanto as equipes de socorro trabalham sem parar na busca e resgate de sobreviventes. pic.twitter.com/bhKs3xHWZA

— Alcaldía de Cali (@AlcaldiaDeCali) August 11, 2026

Pelo menos 86 pessoas já foram resgatadas, segundo o prefeito.

TERREMOTO
Um terremoto de magnitude 7,4 atingiu a Colômbia na segunda-feira, por volta de 7h34, no horário local, com epicentro próximo a San José del Palmar, no departamento de Chocó.

O balanço mais recente aponta que pelo menos 224 pessoas morreram no terremoto, 1310 ficaram feridas e mais de 100 edifícios colapsaram.

A profundidade do tremor foi de 110 km, de acordo com o Serviço Geológico Colombiano, que classificou o evento como o pior tremor da década e registrou 47 réplicas, alertando para possíveis repetições.

O presidente colombiano, Abelardo de la Espriella, declarou situação de desastre após reunião de emergência com a Unidade Nacional de Gestão de Riscos (UNGRD).

O tremor foi sentido em várias partes da Colômbia, incluindo Bogotá, Medellín, Cali, Pereira e Manizales, e chegou a ser percebido no norte do Brasil, com relatos de tremor em Manaus.