Justiça do Rio decreta prisão de falso veterinário flagrado em cirurgia

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Operação da Polícia Civil prende falso veterinário em Duque de Caxias (Foto: Instagram)

Um homem que se passava por médico veterinário foi preso em flagrante enquanto realizava uma cirurgia de castração em um gato. A Justiça do Rio de Janeiro decretou a prisão preventiva do falso profissional em uma audiência de custódia realizada nesta quarta-feira (12/8).

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O indivíduo, sem formação na área, foi surpreendido por policiais no momento da cirurgia em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Ele confessou aos agentes não possuir qualificação profissional e foi detido por praticar ilegalmente a medicina veterinária.

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SEM HABILITAÇÃO PROFISSIONAL
De acordo com o Ministério Público do Rio, o acusado mantinha uma clínica utilizando o registro de outro profissional no Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV). Ele já teria realizado outras intervenções cirúrgicas sem a devida habilitação.

Na audiência de custódia, o Ministério Público solicitou a conversão da prisão em flagrante para preventiva, considerando a gravidade dos fatos e a necessidade de garantir a ordem pública, além de prevenir novos delitos.

A decisão judicial destacou que “a liberdade do custodiado, diante da dinâmica apurada, revela risco concreto de continuidade de procedimentos semelhantes e, consequentemente, de exposição de outros animais a situação de perigo”.

AUTUAÇÃO
O falso veterinário foi autuado por vários crimes, incluindo exercício ilegal da medicina veterinária, estelionato, falsa identidade, maus-tratos a animais e crime contra as relações de consumo. Ele foi preso na segunda-feira (10/8) durante uma operação da Polícia Civil, após diversas denúncias e uma fiscalização do CRMV do Rio.

Em julho, fiscais do CRMV realizaram inspeções em estabelecimentos relacionados às denúncias e encontraram documentos e materiais que indicavam o uso indevido de registros profissionais.

A polícia também investiga outros casos de animais que teriam sido submetidos a procedimentos na clínica, incluindo um que sofreu amputação de uma pata.

O CRMV-RJ, em nota, ressaltou a importância da colaboração entre a fiscalização e as autoridades de segurança pública. O conselho recebe denúncias, tanto identificadas quanto anônimas, analisa os relatos e realiza fiscalizações.