
Congresso Nacional ao entardecer, em Brasília (Foto: Instagram)
Um estudo divulgado na quinta-feira (13/8) pelo Instituto Esfera, braço acadêmico da Esfera Brasil, em São Paulo, recomenda uma mudança nas cotas de candidatura feminina, propondo uma reserva de pelo menos 20% das cadeiras legislativas nas eleições para deputadas e vereadoras em todo o país.
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A pesquisa intitulada “A Democracia Incompleta: Sub-Representação Feminina na Política Brasileira e Caminhos para a Paridade” revela que o atual sistema de cotas de candidatura não foi suficiente para garantir a eleição de mulheres, mesmo tendo aumentado sua presença nas disputas eleitorais.
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O estudo considera exemplos de outros países da América Latina, como o México, que implementou um sistema de paridade nas duas casas do Congresso, alcançando 50% de representação feminina e elegendo Claudia Sheinbaum como a primeira presidente mulher do país.
Daniela Matos, uma das responsáveis pelo estudo, destacou que a implementação dessas medidas depende da vontade política dos governantes. “Observamos países semelhantes ao nosso, com maturidade democrática parecida. A adaptação é necessária, mas é preciso ter vontade política”, afirmou.
O documento sugere políticas públicas como a Transição para Listas Fechadas com Alternância de Gênero, Cotas de Resultado com reserva de cadeiras, e auditorias automáticas para evitar candidaturas “laranjas” e garantir o acesso dos partidos ao fundo eleitoral.
Além disso, propõe o fortalecimento institucional contra a Violência Política, com comitês de ética para investigar casos de violência de gênero e raça, e políticas de conciliação entre mandato e vida familiar. Espera-se que o estudo seja distribuído nos gabinetes parlamentares para discussão sobre a reforma do código eleitoral.






