Policial que agrediu pai na Asa Norte é condenado pela Justiça

Publicao por


Policial do DF condenado por agressão violenta em abordagem na Asa Norte (Foto: Instagram)

A 8ª Vara Criminal de Brasília sentenciou o policial civil do Distrito Federal, Gustavo Gonçalves Suppa, por ter agredido o publicitário Diego Torres em uma abordagem violenta na Asa Norte, em julho do ano passado. Durante a ação, o filho de 5 anos da vítima também foi atingido.

++ Sistema de IA mostra como pessoas estão criando conteúdo diário sem gravar vídeos

O incidente começou após uma colisão entre o carro de Diego e uma viatura descaracterizada da Delegacia da Criança e do Adolescente, dirigida por Gustavo. Diego, sem perceber que eram policiais, tentou sair do local, acreditando se tratar de um assalto.

++ Bomba! Astro de Hollywood, Joe Manganirllo revela ter amputado membro

A perseguição terminou na quadra 112 Norte, onde os agentes pararam o carro de Diego. Testemunhas relataram que os policiais agiram com extrema violência, usando armas, socos e coronhadas contra o publicitário.

Vídeos feitos por transeuntes mostraram Diego imobilizado no chão, com um policial pressionando seu joelho nas costas dele por vários minutos, mesmo após estar algemado e sem resistência.

Um dos aspectos mais delicados foi a presença do filho de Diego. Durante a abordagem, a porta do carro se fechou acidentalmente no rosto da criança, que foi deixada chorando no local, sendo acolhida por pessoas que passavam por ali.

Na sentença, o juiz Osvaldo Tovani afirmou que, apesar da abordagem inicial ser justificável pela colisão e fuga, o uso da força ultrapassou os limites legais após a situação estar controlada.

O magistrado destacou que manter a vítima algemada e em posição vulnerável no chão foi um “aumento desnecessário da violência”.

A defesa de Gustavo argumentou que ele agiu em cumprimento do dever legal em um cenário tenso, mas o tribunal rejeitou essa justificativa, apontando a falta de perigo concreto que justificasse tal agressão.

DETENÇÃO E MULTA
Gustavo Gonçalves Suppa foi condenado a 9 meses de detenção em regime aberto e a pagar R$ 10 mil à vítima por danos morais e materiais. Ele poderá recorrer da decisão em liberdade.

O outro agente envolvido, Victor Baracho Alves, aceitou um acordo de suspensão do processo, que está sendo monitorado pela Justiça.