
Equipes de resgate internacionais em ação após o terremoto na Colômbia (Foto: Instagram)
Após os terremotos que abalaram a Colômbia nesta semana, o governo de Abelardo de la Espriella optou por aceitar assistência internacional de apenas quatro países: Estados Unidos, El Salvador, Equador e Israel. Essa escolha destaca-se pelo alinhamento político desses países com a direita, especialmente com o ex-presidente Donald Trump.
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Embora Espriella negue que a decisão tenha sido motivada por razões políticas ou ideológicas, afirmando que os países selecionados são capazes de oferecer a assistência prioritária no momento, a lista chama atenção pelo perfil dos governos autorizados a atuar no socorro às vítimas.
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Os países escolhidos incluem os Estados Unidos, principal aliado de Espriella, El Salvador, sob o governo de Nayib Bukele, Equador, liderado por Daniel Noboa, e Israel, de Benjamin Netanyahu. Todos esses governos compartilham posições de direita em questões de política internacional e têm laços estreitos com Washington.
A decisão está alinhada à guinada à direita que Espriella busca implementar desde que assumiu a presidência. Ele foi eleito em junho e tomou posse em 7 de agosto, apenas três dias antes de um forte terremoto atingir a Colômbia.
A chegada de Espriella ao poder marca uma ruptura com o governo anterior de Gustavo Petro, que tinha uma política externa mais próxima de governos de esquerda e frequentemente criticava Israel e Trump.
O terremoto de magnitude 7,4 ocorreu na manhã de 10 de agosto próximo a San José del Palmar, no departamento de Chocó. Até a noite de 13 de agosto, mais de 270 mortes foram registradas.
Em meio à catástrofe, o governo colombiano anunciou que apenas quatro países forneceriam equipes de resgate. O diretor da Unidade Nacional de Gestão de Riscos e Desastres, David Tamayo, divulgou essa informação em 12 de agosto.
Segundo Tamayo, a escolha dos países é justificada pelo cumprimento de "protocolos internacionais" e pela necessidade de revezamento com equipes colombianas, sem considerar fatores políticos ou ideológicos.
Apesar das críticas, o governo colombiano nega que critérios ideológicos tenham influenciado a escolha dos países. O chanceler Omar Bula Escobar afirmou que a prioridade é coordenar as ofertas internacionais e destinar recursos às áreas mais necessitadas.
A UNGRD exige que as equipes de resgate sejam certificadas internacionalmente e sigam os protocolos do INSARAG. Em resposta aos danos, Espriella decretou emergência econômica em 12 de agosto, permitindo medidas de apoio às vítimas e reconstrução.
O governo criou o Fundo Milagro para financiar a reconstrução de hospitais, escolas, casas, estradas e aeroportos. O terremoto representa o primeiro grande desafio para Espriella, que assumiu o cargo três dias antes do desastre.
Além de responder à tragédia, o governo precisa lidar com os custos de reconstrução em meio à pressão fiscal. O déficit fiscal colombiano foi de 6,4% do PIB em 2025, com previsão de 7,8% para este ano.
A decisão de limitar a ajuda a quatro países é vista como um sinal das prioridades internacionais do novo governo, que busca uma aproximação com governos de direita, especialmente os Estados Unidos.






