Presidente da Colômbia pede a Trump suspensão de tarifas após terremoto

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Equipes de resgate vasculham escombros em busca de sobreviventes após forte tremor na Colômbia (Foto: Instagram)

O número de mortos devido ao terremoto que atingiu a Colômbia na última segunda-feira (10/8) chegou a 294, segundo a Unidade Nacional para a Gestão do Risco de Desastres (UNGRD). Milhares de colombianos estão vivendo em acampamentos enquanto as equipes de resgate procuram por sobreviventes entre os escombros.

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Os efeitos do terremoto de magnitude 7,4 representam o primeiro grande desafio para o presidente Abelardo de la Espriella, que assumiu o cargo há apenas uma semana e agora lidera os esforços de socorro e reconstrução.

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Neste sábado (15/8), Espriella anunciou nas redes sociais que conversou por 10 minutos com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. De acordo com ele, Trump expressou suas condolências e o presidente colombiano aproveitou para solicitar a suspensão temporária das tarifas sobre produtos colombianos para auxiliar os empresários.

"Hoje, mais do que nunca, a aliança entre a Colômbia e os Estados Unidos é vital para a reconstrução de nossa amada nação", escreveu De la Espriella no X.

O terremoto, com magnitude de 7,4, foi o mais forte a atingir a Colômbia nos últimos 10 anos. O epicentro foi na região de Chocó, no oeste do país, próximo à costa do Pacífico. Os estados de Valle del Cauca, Risaralda, Quindío e Caldas também sentiram fortemente os efeitos, resultando em mortos e destruição.

O terremoto derrubou prédios residenciais e danificou escolas, igrejas, hospitais e casas do porto de Buenaventura, no Pacífico, até a região cafeeira e as principais cidades do oeste. "Infelizmente, estamos chegando a um ponto em que a probabilidade de encontrar sobreviventes está diminuindo, mas nossa missão é continuar procurando e encontrar todas as pessoas que foram dadas como desaparecidas", afirmou David Tamayo, chefe da Unidade Nacional de Gestão de Riscos de Desastres da Colômbia.

O Exército colombiano participa dos trabalhos de resgate nas cidades mais afetadas, como Cali, Pereira e Manizales.

DESAPARECIDOS
De acordo com a UNGRD, 320 pessoas ainda estão desaparecidas, e até o momento, há 3.935 feridos, 14.493 casas destruídas e 81.506 casas danificadas. O capitão do corpo de bombeiros, Alberto Hernández, afirmou que a retirada dos corpos deve ser concluída até este domingo (16/8). Após isso, as equipes começarão a usar maquinário pesado para remover os escombros.

Em Cali, terceira maior cidade do país, com mais de 2 milhões de habitantes, os socorristas trabalham em um conjunto de quatro torres de cinco andares cada. Eles não sabem quantas pessoas ainda podem estar sob a estrutura. A janela de 72 horas, período em que há maior probabilidade de localizar um sobrevivente, se fechou na manhã de quinta-feira (13/8). Mesmo assim, as equipes não descartam a possibilidade de encontrar alguém com vida e afirmam que vão trabalhar até que todas as alternativas se esgotem. Nenhum sinal de vida humana foi encontrado no local recentemente.

FALTA DE COBERTORES E COMIDA EM ABRIGOS
Em Pereira, na região cafeeira do país, centenas de pessoas passaram a noite em colchonetes ou barracas em um abrigo improvisado em um parque. Os coordenadores relatam falta de cobertores, barracas, produtos de higiene e alimentos.

Centenas de pessoas dormem ao relento em abrigos e aguardam para saber se os prédios atingidos correm risco de desabar. Em Medellín e Bogotá, milhares de pessoas foram a centros de doação entregar alimentos, roupas e remédios para as áreas mais atingidas.

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