Advogado de Garotinho, Admar Gonzaga, já votou por sua inelegibilidade no TSE

Publicado por


Admar Gonzaga e Anthony Garotinho (Foto: Instagram)

Admar Gonzaga, que atualmente defende Anthony Garotinho (Republicanos) em sua tentativa de candidatura ao governo do Rio de Janeiro, já votou contra a elegibilidade do político quando era membro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Gonzaga foi ministro substituto de 2013 a 2017 e ocupou a posição de titular até 2019.

++ Sistema de IA mostra como pessoas estão criando conteúdo diário sem gravar vídeos

Em 2018, Garotinho foi impedido de concorrer devido a uma condenação criminal e outra por improbidade administrativa, a mesma que agora ameaça sua candidatura. O ex-governador foi condenado em segunda instância pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ). De acordo com o acórdão, Garotinho facilitou o desvio de R$ 234,3 milhões através de contratação sem licitação da Pró-Cefet, no projeto Saúde em Movimento. A inelegibilidade foi confirmada por unanimidade pelo TSE nas eleições daquele ano.

++ Bomba! Astro de Hollywood, Joe Manganirllo revela ter amputado membro

Durante o julgamento no TSE, em setembro de 2018, o então ministro Admar Gonzaga destacou que houve não apenas favorecimento e enriquecimento ilícito de terceiros, mas também benefício próprio, já que ONGs favorecidas fizeram doações para a campanha presidencial de 2006.

Garotinho perdeu recursos contra a condenação, e o caso foi considerado transitado em julgado em agosto de 2026. Em decisão do dia 10, o juiz Ricardo Cyfer, da 4ª Vara da Fazenda Pública do TJRJ, ordenou o cumprimento da sentença que suspendeu os direitos políticos do ex-governador por 8 anos, proibiu-o de contratar com o poder público, determinou o ressarcimento do dano no valor histórico de R$ 234,4 milhões e o pagamento de multa civil de R$ 500 mil.

Após a decisão, Admar Gonzaga – agora advogado de Garotinho – afirmou que "o título condenatório transitou em julgado, juridicamente, em 1º de agosto de 2018". Ele destacou que os recursos seguintes foram rejeitados por intempestividade, e que as decisões posteriores dos Tribunais Superiores têm caráter meramente declaratório e efeitos retroativos. A suspensão dos direitos políticos, portanto, teria se encerrado em 1º de agosto de 2026.

A defesa ainda declarou estar "convicta" de que Garotinho "está em pleno gozo dos direitos políticos, circunstância esta que certamente será reconhecida quando da apreciação do registro de sua candidatura ao cargo de governador do Estado do Rio de Janeiro, pela Justiça Eleitoral do Brasil".

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *